Dólar fecha setembro a R$ 5,17, praticamente estável — o que mexeu no câmbio e o que pesa em outubro
A moeda oscilou entre R$ 5,08 e R$ 5,22 no mês e terminou quase onde começou; para quem planeja mandar dinheiro para fora, a diferença entre o melhor e o pior dia passou de R$ 13 mil a cada US$ 100 mil
Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins. Leo Martins tem vínculo com The Florida Lounge, anunciante deste conteúdo.

Quem olhou só o começo e o fim de setembro vai achar que o dólar não se mexeu. O dólar à vista fechou o dia 30 a R$ 5,174, em queda de 0,76% no dia, e terminou o mês com recuo de apenas 0,15%, segundo a Agência Brasil. Pela PTAX — a taxa oficial calculada pelo Banco Central a partir das operações do dia e usada em contratos e remessas —, a estabilidade é ainda maior: R$ 5,1816 no fim de agosto e R$ 5,1809 no fim de setembro.
No meio do caminho, porém, o câmbio andou bastante. E é esse vaivém que interessa a quem tem real e pensa em dólar.
O mês em três tempos
Começo de queda. Na primeira semana, o dólar recuou acompanhando outras moedas de países emergentes e a alta do petróleo, que vinha favorecendo ativos brasileiros. Em 8 de setembro, fechou a R$ 5,089, o menor valor desde 7 de agosto, informou a Agência Brasil. A PTAX daquele dia, R$ 5,0856, foi a mínima do mês.
Virada no fim do mês. Na segunda-feira, 28, a moeda passou de R$ 5,20 e fechou a R$ 5,226, o maior fechamento desde 30 de março, em um dia de aversão a risco no exterior e de alta dos juros dos títulos do Tesouro americano — o papel de dez anos terminou o dia a 5,23% ao ano, segundo a Agência Brasil. A PTAX máxima do mês veio no dia 29: R$ 5,2204.
Alívio no último pregão. Na quarta-feira, 30, os dados de inflação dos Estados Unidos vieram abaixo do esperado. O núcleo do PCE, índice de preços de consumo que exclui alimentos e energia e é acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), subiu 0,2% em agosto, contra expectativa de 0,3%. Segundo a Agência Brasil, os números reduziram as apostas em uma nova alta dos juros americanos em outubro, e o dólar devolveu parte da alta.
- R$ 5,174dólar à vista no fechamento de 30/09, segundo a Agência Brasil
- −0,15%variação do dólar em setembro
- −5,75%variação do dólar em 2026 até 30/09
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Quanto custou o vaivém
Entre a PTAX mínima (R$ 5,0856, em 8/9) e a máxima (R$ 5,2204, em 29/9), a diferença foi de 2,7%. Em uma remessa de US$ 100 mil, isso significa cerca de R$ 13.480 a mais ou a menos, só pela escolha do dia — cálculo do Valor & Mercado com base nas cotações do Banco Central. Ninguém sabe com antecedência qual será o melhor dia. Para quem tem compromisso em dólar com data marcada — a parcela de um imóvel, a mensalidade de uma escola —, o vaivém de setembro mostra o tamanho do risco de concentrar a compra da moeda em uma única data.
O que pesa em outubro
- Juros nos Estados Unidos. O rendimento dos títulos americanos e as apostas sobre o próximo passo do Fed seguem como o principal vetor externo. Juros mais altos lá tendem a atrair dinheiro para fora de países emergentes, como o Brasil.
- Petróleo e Oriente Médio. O Brent fechou setembro a US$ 98,03 o barril, com as tensões no Estreito de Ormuz no radar, segundo a Agência Brasil. O petróleo caro tem ajudado ativos brasileiros, mas também pressiona a inflação.
- Cenário eleitoral. As pesquisas seguem no radar dos investidores, ainda que, no último pregão, não tenham sido determinantes, segundo a Agência Brasil.
- Juros no Brasil. O Copom só volta a se reunir em novembro. A Selic está em 13,75% ao ano depois do corte de setembro.
Para o fim de outubro, a mediana das projeções do mercado no Boletim Focus do Banco Central, com dados até 25 de setembro, está em R$ 5,17; para o fim de 2026, em R$ 5,20. São projeções, não garantias — e o próprio setembro mostra quanto o câmbio pode andar entre um ponto e outro.
Dólar à vista: fechamento de mercado, segundo a Agência Brasil. PTAX: Banco Central do Brasil, cotação de venda. Cálculo da diferença entre mínima e máxima: Valor & Mercado.
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Fontes: Agência Brasil — "Dólar cai para R$ 5,17 e acumula recuo de 0,15% em setembro" (30/09/2026); Banco Central do Brasil — PTAX (cotações de fechamento, série diária, API Olinda) (31/08/2026 a 30/09/2026 (lido em 01/10/2026)); Agência Brasil — "Dólar cai a R$ 5,08 e atinge menor valor em um mês" (08/09/2026); Agência Brasil — "Dólar sobe para R$ 5,22 e atinge maior nível desde março" (28/09/2026); Banco Central do Brasil — Focus, Relatório de Mercado (projeções de câmbio) (25/09/2026 (divulgado em 28/09/2026)); Banco Central do Brasil — Comunicado da 281ª reunião do Copom (câmbio de referência; texto lido via API do site do BC) (16/09/2026).

