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Selic: onde estão os juros e o que o mercado espera do Copom de novembro

A taxa está em 13,75% ao ano depois do quinto corte seguido; o mercado projeta mais 0,25 ponto em novembro, mas o Banco Central repete que a cautela continua

Leo Martins · · 3 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins. Leo Martins tem vínculo com The Florida Lounge, anunciante deste conteúdo.

Entrada do prédio-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, com o nome da instituição sobre a porta de vidro
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · CC BY 3.0 BR · origem

A taxa básica de juros do Brasil está em 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de 16 de setembro, por unanimidade, e a nova taxa vale desde o dia 17, segundo o comunicado do BC. Foi o quinto corte seguido: de junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15%, o maior nível em quase 20 anos, de acordo com a Agência Brasil.

A próxima decisão sai em 4 de novembro, no fim da reunião de 3 e 4 de novembro, segundo o calendário divulgado pelo Banco Central e reproduzido pela InfoMoney.

O caminho dos juros em 2026

Reunião do CopomSelic decidida
até março15,00%
março14,75%
abril14,50%
junho14,25%
agosto14,00%
setembro13,75%

Fonte: Banco Central do Brasil, histórico das metas da Selic (série 432 do SGS).

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O que o mercado espera para novembro

No Boletim Focus, a pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, a mediana das projeções para a Selic depois da reunião de novembro é de 13,50% — ou seja, mais um corte de 0,25 ponto. A expectativa foi caindo ao longo de setembro: estava em 13,75% quatro semanas antes e em 13,63% uma semana antes do relatório com dados até 25 de setembro.

  • 13,75%Selic em vigor desde 17/09
  • 13,50%mediana do Focus para a Selic depois de novembro e no fim de 2026
  • 12,00%mediana do Focus para o fim de 2027

Por que o BC fala em cautela

O Copom justificou o corte com a desaceleração gradual da atividade e com a inflação, que perdeu força e ficou abaixo do limite superior da meta, embora ainda acima do centro. A meta é de 3% ao ano, com tolerância até 4,5%. Mas o comitê não se comprometeu com os próximos passos. O comunicado diz que o tamanho total do ciclo de cortes será definido “à luz de novas informações” e cita incerteza externa, com os conflitos no Oriente Médio, e o risco de as expectativas de inflação seguirem desancoradas.

A ata da reunião, divulgada em 22 de setembro, foi além: em um ambiente de expectativas desancoradas, “exige-se restrição monetária maior e por mais tempo”, segundo trecho reproduzido pela Agência Brasil. O próprio Focus mostra o motivo: a inflação esperada para 2026 subiu para 4,99%, acima do teto da meta. A projeção do Copom no cenário de referência é de 5,2% em 2026 e 3,9% em 2027.

O que isso muda para quem investe

Com a Selic a 13,75% e a inflação esperada para 2026 em 4,99%, o juro real — o que sobra depois da inflação — fica perto de 8,3% ao ano, pela conta do Valor & Mercado. Cada corte, porém, reduz o rendimento das aplicações pós-fixadas, que acompanham a Selic ou o CDI.

Para quem compara com aplicações em dólar, a outra ponta da conta são os juros americanos: o título de dez anos do Tesouro dos Estados Unidos rendia 5,23% ao ano no fim de setembro, segundo a Agência Brasil. A diferença entre os dois juros é um dos fatores que movem o câmbio — e, por isso, a decisão de novembro interessa também a quem pensa em dolarizar parte do patrimônio.

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Fontes: Banco Central do Brasil — Comunicado da 281ª reunião do Copom, "Copom reduz a taxa Selic para 13,75% a.a." (texto lido via API do site do BC) (16/09/2026); Banco Central do Brasil — Histórico das taxas de juros (metas do Copom em 2026; lido via API do site do BC) (lido em 01/10/2026); Banco Central do Brasil — SGS, série 432 (meta Selic diária) (lido em 01/10/2026); Banco Central do Brasil — Focus, Relatório de Mercado (25/09/2026 (divulgado em 28/09/2026)); Agência Brasil — "BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano" (16/09/2026); Agência Brasil — "Ata do Copom atribui corte da Selic à desaceleração da economia" (22/09/2026); InfoMoney — calendário de reuniões do Copom em 2026 divulgado pelo BC (24/06/2025); Agência Brasil — "Dólar sobe para R$ 5,22 e atinge maior nível desde março" (rendimento do Treasury de 10 anos) (28/09/2026); Valor Econômico (sinal do radar — manchete "Selic cai para 13,75%"; não lida, confirmada no BC) (29/09/2026).

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