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Visto B-1/B-2: o visto de entrada de quem vai aos EUA ver imóvel e fazer negócio

Para que serve, o que pode e o que não pode fazer com ele, quanto custa e como é o processo — o visto que o investidor brasileiro usa para ir aos EUA conhecer e negociar, agora que o atendimento consular anda truncado

Leo Martins · · 5 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Viajantes vistos de costas, com mochilas e malas, em fila diante das cabines de inspeção de passaportes da alfândega americana (CBP) no aeroporto de Baltimore-Washington, com placas "Please wait behind line"
Foto: CBP Photography / Wikimedia Commons · Domínio público · origem
Neste artigo
  1. O que é o B-1/B-2 — e a diferença entre o B-1 e o B-2
  2. O que você pode — e o que não pode — fazer com ele
  3. Validade, entradas e quanto custa
  4. O processo mudou: a entrevista voltou a ser regra
  5. O que o B-1/B-2 não resolve: morar e imigrar

Quem quer investir na Flórida quase sempre começa pela mesma porta: um visto para ir aos Estados Unidos ver o imóvel de perto, sentar com um corretor, conhecer o bairro, assinar papéis. Esse visto tem nome — B-1/B-2 — e, com o atendimento consular no Brasil passando por uma suspensão temporária nesta semana, entender como ele funciona ficou mais urgente.

Este guia explica o B-1/B-2 pela ótica de quem vai aos EUA para investir ou negociar, com base em fontes oficiais do governo americano. Não é aconselhamento migratório individual: cada caso tem detalhes que só um especialista e, quando for preciso, um advogado de imigração avaliam.

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1.O que é o B-1/B-2 — e a diferença entre o B-1 e o B-2

São dois vistos de visitante que costumam andar juntos. O B-1 é o de negócios: serve para reuniões, prospecção, negociação, participar de uma conferência, fechar um negócio — sem trabalhar com vínculo nem receber salário de empresa americana. O B-2 é o de turismo: lazer, visita à família, tratamento médico. Na prática, o consulado em geral emite os dois juntos, como B-1/B-2, um visto só que cobre as duas finalidades. Para o investidor brasileiro, é exatamente o documento que serve para vir ver imóvel, reunir com corretor, advogado e contador e destravar o negócio.

2.O que você pode — e o que não pode — fazer com ele

Com o B-1/B-2 você pode viajar a lazer, visitar conhecidos, tratar de negócios, ver imóveis e, sim, comprar um imóvel: um estrangeiro não precisa de visto especial para adquirir uma casa nos EUA, e pode participar do fechamento como visitante.

O que você não pode — e é onde mais gente se confunde — é trabalhar recebendo de fonte americana, tocar a operação do dia a dia de um negócio como empregado, estudar em curso que exija visto de estudante, morar ou ficar além do prazo autorizado. E o ponto que merece grifo: comprar imóvel não dá direito a visto nem a residência. Ter uma casa na Flórida não muda o seu status migratório — é uma confusão comum e cara.

3.Validade, entradas e quanto custa

Para o brasileiro, o B-1/B-2 vale 120 meses — 10 anos —, com múltiplas entradas e sem taxa de reciprocidade, segundo a tabela de reciprocidade do Departamento de Estado para o Brasil. A taxa de solicitação — a MRV — é de US$ 185, por pessoa, e não é reembolsável mesmo se o visto for negado. Vale separar duas coisas que são confundidas: a validade do visto (10 anos, o seu direito de pedir entrada) não é o mesmo que o prazo de permanência a cada viagem — esse quem define é o agente de imigração na chegada, registrado no controle de entrada.

4.O processo mudou: a entrevista voltou a ser regra

Desde 1º de outubro de 2025, a regra geral é entrevista presencial para praticamente todos os solicitantes de visto de não-imigrante — inclusive menores de 14 e maiores de 79 anos —, segundo o Departamento de Estado. Uma dispensa segue valendo para o brasileiro: quem renova um visto B em até 12 meses do vencimento do anterior pode se qualificar, desde que o visto antigo tenha sido emitido com validade plena e o solicitante tivesse ao menos 18 anos. O pedido começa pelo formulário DS-160, que desde 2019 pede inclusive os perfis de redes sociais do solicitante.

A suspensão consular desta semana é temporária e não muda nenhuma regra — mas empurra o calendário de agendamento, que já vinha mais longo. Quem tem viagem à vista ganha em se planejar com folga.

5.O que o B-1/B-2 não resolve: morar e imigrar

Turismo e negócios são uma coisa; morar ou obter residência é outra, e o visto B não abre esse caminho. Dois caminhos ligados a investimento aparecem sempre nas conversas — e conhecer o limite de cada um evita planejar sobre uma porta fechada.

O green card por investimento (EB-5) exige investir US$ 1.050.000 — ou US$ 800.000 se o aporte for em uma área de emprego-alvo (TEA) ou projeto de infraestrutura —, segundo o USCIS. O visto de investidor E-2 exige que o solicitante seja nacional de um país com tratado de comércio e investimento com os EUA — e o Brasil não está na lista oficial de países de tratado do Departamento de Estado. Ou seja: o brasileiro, em regra, não se qualifica ao E-2 pela nacionalidade brasileira. Entender isso de antemão poupa tempo e dinheiro.

O B-1/B-2 é a porta de entrada para conhecer, negociar e comprar — não para morar. Quem mistura as duas coisas acaba planejando sobre um caminho fechado.

Montar o plano certo — visitar, investir ou, lá na frente, imigrar — depende do seu objetivo, do seu patrimônio e do seu histórico. É aí que entram um especialista, para o planejamento, e um advogado de imigração, para o caso concreto.

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Validade, entradas e taxa de reciprocidade do visto B do brasileiro: Departamento de Estado dos EUA — tabela de reciprocidade (Brasil). Taxa de solicitação (MRV): Departamento de Estado — tabela de taxas de visto. Entrevista: Departamento de Estado, atualização de 18/09/2025 (vigência 1º/10/2025). Redes sociais no DS-160: Departamento de Estado (exigência desde 2019). EB-5: USCIS. E-2 e países de tratado: Departamento de Estado. Suspensão consular: Missão dos EUA no Brasil (1º/10/2026). Fontes oficiais lidas em 2/10/2026 e reconfirmadas em 5/10/2026. Este guia explica a regra geral e não substitui aconselhamento jurídico ou migratório individual.

Fontes: U.S. Department of State — Visa Reciprocity and Civil Documents by Country (Brazil) (consultado em 02/10/2026; reconfirmado em 05/10/2026); U.S. Department of State — Fees for Visa Services (consultado em 02/10/2026; reconfirmado em 05/10/2026); U.S. Department of State — Important Update on Waivers of the Interview Requirement for Certain Nonimmigrant Visa Applicants (18/09/2025 (vigência 01/10/2025; consultado em 02/10/2026)); U.S. Department of State — Collection of Social Media Identifiers from U.S. Visa Applicants (formulário DS-160) (exigência desde 31/05/2019 (consultado em 02/10/2026)); USCIS — Green Card for Immigrant Investors (EB-5) (consultado em 02/10/2026); U.S. Department of State — Treaty Trader / Treaty Investor Visa (E) e Treaty Countries (consultado em 02/10/2026); U.S. Mission Brazil — "Security Alert: Consular Services Suspended" (01/10/2026).

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