Vistos dos EUA em 2026: o que mudou (e o que não mudou) para quem quer investir ou morar na Flórida
A suspensão consular desta semana é temporária e não muda regra nenhuma; mas a entrevista voltou a ser quase sempre obrigatória, uma nova taxa está a caminho e o visto de turista do brasileiro segue valendo 10 anos
Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Neste artigo
- O que NÃO mudou: o visto de turista do brasileiro
- O que NÃO mudou: o Brasil fora das listas de restrição
- O que mudou: a entrevista voltou a ser quase sempre obrigatória
- O que vem mudando: uma nova taxa de visto
- O que já valia: suas redes sociais entram no pedido
- Para quem pensa em morar ou investir: os caminhos de imigração
A suspensão do atendimento consular dos EUA no Brasil, anunciada em 1º de outubro por "questões de segurança", reacendeu uma dúvida antiga de quem planeja investir, morar ou alugar imóvel na Flórida: afinal, o que mudou nas regras de visto americano? O primeiro passo é separar o que é temporário do que é regra. A suspensão é uma parada de serviço, temporária, e não altera nenhuma regra de visto. As mudanças que valem a pena entender são outras — e vêm de 2025.
Este guia reúne o que mudou e o que não mudou até outubro de 2026, com base em fontes oficiais do governo americano. Não é aconselhamento jurídico nem migratório individual: cada caso depende de detalhes que só um advogado de imigração avalia.
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1.O que NÃO mudou: o visto de turista do brasileiro
Para o brasileiro, o visto de turismo e negócios (B-1/B-2) continua com validade de 120 meses — 10 anos —, com múltiplas entradas e sem taxa de reciprocidade, segundo a tabela de reciprocidade do Departamento de Estado para o Brasil. A taxa de solicitação do visto (a MRV) é de US$ 185. Quem já tem o visto válido não é atingido pela suspensão de serviço: o visto no passaporte segue valendo normalmente.
2.O que NÃO mudou: o Brasil fora das listas de restrição
O Brasil não está em nenhuma das listas de restrição de entrada editadas em 2025. Nem a proclamação de junho de 2025, que suspendeu total ou parcialmente a entrada de nacionais de uma lista de países, nem a ampliação de dezembro incluem o Brasil, segundo o boletim da alfândega americana (CBP) e a Casa Branca. Para o brasileiro, a porta continua aberta — o que ficou mais exigente é o processo para tirar o visto.
3.O que mudou: a entrevista voltou a ser quase sempre obrigatória
Desde 1º de outubro de 2025, a regra geral é que todos os solicitantes de visto de não-imigrante — inclusive menores de 14 e maiores de 79 anos — precisam de entrevista presencial com um cônsul, segundo o Departamento de Estado. As dispensas ficaram mais restritas, mas uma delas segue valendo para o brasileiro: quem renova um visto B-1, B-2 ou B1/B2 em até 12 meses do vencimento do visto anterior pode se qualificar para a dispensa, desde que o visto antigo tenha sido emitido com validade plena e o solicitante tivesse ao menos 18 anos. Fora disso, é entrevista — e o cônsul pode exigir entrevista em qualquer caso.
Na prática, isso já vinha alongando a fila de agendamento. Uma suspensão de serviço como a desta semana empurra ainda mais o calendário. Quem viaja com data marcada ganha em se planejar com folga.
4.O que vem mudando: uma nova taxa de visto
Uma lei de 2025, a chamada "One Big Beautiful Bill Act", criou uma nova cobrança sobre o visto de não-imigrante, a "Visa Integrity Fee". Segundo aviso oficial do USCIS, ela ainda não está em vigor: depende de regulamentação e "será implementada em uma publicação futura". Por ora, o custo do visto segue sendo a taxa de solicitação já conhecida; vale acompanhar para não ser pego de surpresa quando a nova cobrança começar.
5.O que já valia: suas redes sociais entram no pedido
Desde 2019, a maioria dos solicitantes precisa informar seus perfis de redes sociais no formulário de visto, o DS-160, segundo o Departamento de Estado. Não é novidade de 2026, mas costuma surpreender quem não pede visto há anos.
6.Para quem pensa em morar ou investir: os caminhos de imigração
Turismo é uma coisa; morar ou imigrar é outra. Dois caminhos ligados a investimento aparecem com frequência nas conversas:
O green card por investimento (EB-5) exige investir US$ 1.050.000 — ou US$ 800.000 se o aporte for em uma área de emprego-alvo (TEA) ou projeto de infraestrutura —, segundo o USCIS. É a via da residência permanente por investimento.
O visto de investidor E-2 exige que o solicitante seja nacional de um país com tratado de comércio e investimento com os EUA. O Brasil não está na lista oficial de países de tratado do Departamento de Estado — ou seja, o brasileiro, em regra, não se qualifica ao E-2 pela nacionalidade brasileira. É uma confusão comum, e entendê-la evita planejar sobre um caminho fechado.
A suspensão desta semana passa; são as regras de 2025 — entrevista como padrão e uma nova taxa a caminho — que mudam o planejamento de quem vai aos EUA.
Montar o caminho certo — turismo, moradia ou investimento — depende do seu objetivo, do seu patrimônio e do seu histórico. É aí que entram um especialista, para o planejamento, e um advogado de imigração, para o caso concreto.
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Atendimento comercial de parceiro · identificado antes do contato.Validade e taxa do visto B do brasileiro: Departamento de Estado dos EUA — tabela de reciprocidade (Brasil) e tabela de taxas de visto. Entrevista: Departamento de Estado, atualização de 18/09/2025 (vigência 1º/10/2025). Redes sociais: Departamento de Estado (exigência desde 2019). Nova taxa: USCIS, aviso sobre as taxas da lei HR-1 ("One Big Beautiful Bill Act"). EB-5: USCIS. E-2 e países de tratado: Departamento de Estado. Listas de restrição: boletim da CBP (junho/2025) e Casa Branca (dezembro/2025). Suspensão consular: Missão dos EUA no Brasil (1º/10/2026). Fontes oficiais lidas em 2/10/2026. Este guia explica a regra geral e não substitui aconselhamento jurídico ou migratório individual.
Fontes: U.S. Department of State — Visa Reciprocity and Civil Documents by Country (Brazil) (consultado em 02/10/2026); U.S. Department of State — Fees for Visa Services (consultado em 02/10/2026); U.S. Department of State — Important Update on Waivers of the Interview Requirement for Certain Nonimmigrant Visa Applicants (18/09/2025 (vigência 01/10/2025; consultado em 02/10/2026)); U.S. Department of State — Collection of Social Media Identifiers from U.S. Visa Applicants (exigência desde 31/05/2019 (consultado em 02/10/2026)); USCIS — Green Card for Immigrant Investors (EB-5) (consultado em 02/10/2026); USCIS — Immigration Fees Required by HR-1 Reconciliation Bill (Federal Register, FR Doc. 2025-13738) (22/07/2025 (consultado em 02/10/2026)); U.S. Customs and Border Protection — Carrier Liaison Program Bulletin (Proclamação de 04/06/2025) e The White House — Fact Sheet (dezembro/2025) (04/06/2025 e dezembro/2025 (consultado em 02/10/2026)); U.S. Mission Brazil — "Security Alert: Consular Services Suspended" (01/10/2026); U.S. Department of State — Treaty Trader / Treaty Investor Visa (E) e Treaty Countries (consultado em 02/10/2026).
Aviso: não somos advogados. As informações desta matéria não são aconselhamento jurídico e servem apenas para fins informativos. Se quiser saber mais sobre vistos para os Estados Unidos, procure um advogado de imigração. Aconselhamento jurídico só pode ser feito por um profissional devidamente habilitado.

