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Quem paga a conta do turista? Orange County discute usar o imposto de hospedagem em transporte e moradia

O imposto de 6% cobrado em hotéis e aluguéis de temporada bateu recorde; hoteleiros, prefeitos e o próprio condado disputam para onde vai o dinheiro — e se deve subir. Nada mudou ainda

Leo Martins · · 3 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Trem do SunRail chegando à estação de Winter Park
Foto: Keiteay / Wikimedia Commons · CC0 · origem

Todo turista que dorme em Orange County — num hotel da International Drive ou numa casa de temporada — paga, além do imposto sobre vendas, um imposto de 6% sobre a hospedagem. Esse dinheiro nunca rendeu tanto: foram US$ 384,6 milhões no ano fiscal 2024-25, recorde histórico, segundo o governo do condado. Agora três frentes disputam o que fazer com ele — e se ele deve subir.

O que é o imposto e para que serve hoje

O Tourist Development Tax (TDT) incide sobre hotéis e aluguéis de curta duração, de menos de seis meses, e foi aprovado pelos eleitores do condado em 1978. A lei da Flórida restringe o uso a fins ligados ao turismo: centro de convenções, promoção turística, cultura, esporte e cinema. Segundo o condado, o dinheiro não pode pagar necessidades gerais como escolas, segurança, moradia ou manutenção de ruas locais.

As três frentes

O plano do condado. Uma força-tarefa de cidadãos avaliou 20 propostas e recomendou 12 projetos para uma capacidade futura de até US$ 3 bilhões, informou a WFTV. A comissão do condado aceitou as recomendações por unanimidade em 26 de agosto, mas deixou a divisão do dinheiro para depois, segundo a Central Florida Public Media. O Orlando Business Journal noticiou em 23 de setembro que o prefeito Jerry Demings quer fechar esse plano antes de deixar o cargo; a nova gestão do condado e os novos comissários assumem em 17 de novembro, segundo o Winter Park Voice.

Os prefeitos das cidades. A prefeita de Winter Park, Sheila DeCiccio, pediu aos colegas das outras cidades do condado que aprovem resoluções a favor de usar o imposto também em transporte e moradia acessível, informou o Winter Park Voice. Isso exigiria mudar a lei estadual — algo que outras regiões já conseguiram: as Florida Keys, por exemplo, foram autorizadas a usar o imposto em moradia acessível.

Os hoteleiros. O CEO da rede Rosen Hotels & Resorts, Frank Santos, defende desde 2025 uma taxa extra de 1 a 4 pontos percentuais, cobrada só de visitantes de fora do estado, para financiar ônibus da Lynx e a expansão da SunRail. Cada ponto renderia cerca de US$ 60 milhões por ano, segundo a coluna de Scott Maxwell no Orlando Sentinel; três pontos, cerca de US$ 180 milhões, segundo a FOX 35. A ideia precisaria passar pelo Legislativo estadual e por referendo, segundo o Winter Park Voice. Em 28 de setembro, o OBJ noticiou que Santos retomou a campanha — e a manchete fala em transporte e moradia; as versões anteriores da proposta, nas fontes que lemos, tratavam só de transporte.

Em paralelo, a comissão decidiu estudar o plano STAR, de transporte rápido em oito corredores, proposto pelo grupo Sunrise Movement Orlando. A votação do estudo de viabilidade ficou para janeiro, e o financiamento proposto vem do aumento da arrecadação do imposto sobre imóveis ao longo dos corredores, não do imposto turístico, segundo a Central Florida Public Media.

E para quem aluga casa de temporada?

O imposto de 6% vai na conta do hóspede de estadias curtas. Mudar o destino do dinheiro não muda o que o hóspede paga; já uma taxa adicional, como a proposta da Rosen, aumentaria o total da diária — e dependeria de lei estadual e de voto popular. Por enquanto, nada mudou: nem a alíquota, nem os usos permitidos.

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Fontes: Orange County Government — Tourist Development Tax Task Force (30/09/2026 (consulta)); Central Florida Public Media (WMFE) — recomendações do TDT (26/08/2026); WFTV (18/08/2026); Winter Park Voice — prefeitos e o imposto turístico (15/09/2026); Winter Park Voice — proposta do CEO da Rosen (14/11/2025); FOX 35 Orlando (05/09/2025); Orlando Sentinel, coluna de Scott Maxwell (reproduzida pelo Hotel-Online) (25/09/2025); Central Florida Public Media (WMFE) — plano STAR (29/09/2026); Orlando Business Journal (sinal do radar — três manchetes, paywall, lidas só as manchetes) (23/09/2026 a 28/09/2026).

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