O Epic Universe está perdendo público? O que a Comcast disse sobre os parques da Universal em Orlando
A dona da Universal diz que Orlando esfriou desde junho e que o parque novo ainda não consegue fazer as filas andarem; a receita dos parques caiu 4,4% de julho a setembro, e a empresa só espera voltar a crescer no segundo semestre de 2027
Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

A Comcast, dona da Universal, disse em 22 de outubro, na apresentação do balanço do terceiro trimestre, que os parques de Orlando estão mais fracos desde junho e que o Epic Universe, o parque novo, ainda não consegue receber tanta gente quanto deveria. A empresa não disse que o Epic Universe perdeu público. Disse que a procura por Orlando esfriou e que o parque novo tem problemas para fazer as filas andarem.
A receita dos parques da Universal caiu 4,4% no trimestre, e o lucro caiu 17%
Pelo relatório trimestral entregue à SEC, a comissão de valores dos Estados Unidos, os parques da Comcast faturaram US$ 2,597 bilhões de julho a setembro, contra US$ 2,717 bilhões um ano antes, uma queda de 4,4%. O lucro operacional do grupo de parques, antes de juros, impostos e depreciação, caiu de US$ 940 milhões para US$ 780 milhões, cerca de 17% a menos. No ano, a conta ainda é positiva: de janeiro a setembro, a receita foi de US$ 7,341 bilhões, 5,7% acima do mesmo período de 2025, porque o Epic Universe só abriu em 2025.
Segundo o diretor financeiro Jason Armstrong, a queda veio de Orlando e do Japão. Em Orlando, a fraqueza que começou em junho continuou no trimestre e foi a principal causa do resultado pior. No Japão, as restrições a viagens ligadas à China continuaram pesando no público e no resultado do parque japonês.
A Comcast culpa três coisas: economia mais fraca, concorrentes mais rápidos nas promoções e filas lentas no Epic Universe
O presidente da Comcast, Mike Cavanagh, falou em efeitos da economia em Orlando e na comparação com o ano passado, quando a abertura do Epic Universe inflou o movimento. Disse também que os concorrentes perceberam antes a demanda mais fraca e mudaram antes a forma de vender ingressos. E admitiu que a empresa ainda trabalha para resolver a capacidade das atrações do Epic Universe: quantas pessoas cada brinquedo consegue levar por hora, quantas vezes ele para e quanto tempo leva para embarcar. Ele atribuiu o problema à complexidade de abrir o que chamou de parque temático mais avançado em tecnologia já construído.
A resposta da Universal é vender mais barato e anunciar mais: Cavanagh falou em pacotes promocionais, como passes para os três parques de Orlando, e em mais dinheiro em propaganda.
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A própria Comcast espera Orlando fraco até o meio de 2027
Cavanagh disse esperar que a fraqueza em Orlando continue parecida no próximo trimestre e no primeiro semestre de 2027, e que os parques voltem a crescer no segundo semestre de 2027. Ele lembrou que, mesmo com a queda, o público, o gasto por visitante e o resultado de Orlando continuam bem acima de dois anos atrás. É a previsão da empresa, não um dado.
O imposto da hospedagem em Orlando ainda subiu em julho, depois de um junho parado
O imposto turístico do condado de Orange, cobrado sobre cada diária de hotel e de casa de temporada na região de Orlando, mostra se há menos gente dormindo na cidade. Em junho, a arrecadação foi de US$ 33.557.300, 0,4% abaixo de junho de 2025, e interrompeu 14 meses seguidos de recorde, segundo a Controladoria do condado. Em julho, voltou a subir: US$ 31.474.700, 6,4% acima de julho de 2025, segundo o controlador Phil Diamond, que atribuiu o resultado às férias de verão. Por esse termômetro, o movimento da cidade esfriou em junho, mas não caiu.
Para quem tem ou quer ter casa de férias em Orlando, o sinal é de ocupação mais disputada, não de queda confirmada
Quando os parques vendem menos, a concorrência por hóspedes aumenta, e a Universal já disse que vai baixar preço com promoções. Para quem aluga por temporada, o que vale acompanhar é a ocupação e a diária da própria casa nos próximos meses, e não a manchete sobre o parque. A Comcast não deu número de visitantes, e o balanço não permite dizer que o aluguel de temporada vai cair. A alta temporada do fim de ano está explicada na matéria sobre casas de férias em Orlando, e o ano recorde de 2025 na matéria sobre os visitantes de Orlando.
Dados conferidos em 23/10/2026. Receita e lucro dos parques: Comcast, relatório trimestral (formulário 10-Q) do trimestre encerrado em 30/09/2026, entregue à SEC. Falas de Mike Cavanagh e Jason Armstrong: teleconferência de resultados de 22/10/2026 (transcrição publicada pelo The Motley Fool). Imposto turístico: Controladoria do condado de Orange, relatório de junho de 2026 (04/08/2026), e ClickOrlando (WKMG), sobre o relatório de julho (08/09/2026).
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Fontes: Comcast — relatório trimestral (formulário 10-Q) do trimestre encerrado em 30/09/2026, entregue à SEC (trimestre encerrado em 30/09/2026 (lido em 23/10/2026)); The Motley Fool — transcrição da teleconferência de resultados do 3º trimestre de 2026 da Comcast (Mike Cavanagh e Jason Armstrong) (22/10/2026 (lido em 23/10/2026)); Orange County Comptroller — Tourist Development Tax, relatório de junho de 2026 (04/08/2026); ClickOrlando (WKMG) — "July tourist tax collections mark another milestone in Orange County, beating July 2025 numbers" (08/09/2026 (lido em 23/10/2026)).

