Redfin calcula quando comprar casa nos EUA volta a custar o 'normal' — e quatro regiões da Flórida podem levar dez anos
Nos cenários da corretora, o peso da prestação na renda volta ao nível de 2018 em cinco a seis anos se os juros caírem ou os preços pararem de subir; Tampa, Jacksonville, Fort Lauderdale e West Palm Beach estão no grupo mais lento
Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Quanto falta para comprar casa nos Estados Unidos voltar a pesar no orçamento o que pesava em 2018? A Redfin, portal e corretora imobiliária americana, fez a conta em relatório publicado em 8 de outubro: o custo pode voltar ao "normal" em cinco a seis anos, se os juros do financiamento caírem ou se os preços pararem de subir. São cenários hipotéticos calculados pela empresa, não uma previsão de que os preços vão cair.
"Normal" é a prestação levar 30% da renda
Para a Redfin, "normal" é a relação entre a prestação do financiamento e a renda da família voltar ao nível de agosto de 2018, quando o comprador típico do país comprometia 30% da renda mensal com a parcela. A conta considera financiamento de 30 anos, entrada de 20%, imposto sobre o imóvel e seguro de 0,5% ao ano, e cobre 46 das 50 regiões metropolitanas mais populosas do país.
Juros mais baixos encurtam o caminho, mas não o zeram
Os cenários nacionais do relatório:
- juros de 6% e preços subindo no ritmo atual, de 2,1% ao ano: volta ao normal dentro de cinco anos;
- juros de 6% e preços estáveis: em fevereiro de 2029;
- juros no nível que a Redfin considera o de hoje, cerca de 7,5%, e preços estáveis: em cerca de seis anos;
- juros entre 7% e 8% e preços subindo 2,1% ao ano: dez anos ou mais.
Os 6% são, nas palavras da própria Redfin, o limite mais baixo do que ela espera para os juros. Na pesquisa semanal da Freddie Mac (PMMS), referência do mercado, a hipoteca de 30 anos estava em 7,40% em 8 de outubro, ante 7,28% na semana anterior e 6,30% um ano antes.
Na Flórida, quatro regiões estão no grupo mais lento
Em cerca de metade das regiões analisadas, segundo a Redfin, a volta ao normal pode levar uma década ou mais, mantido o ritmo atual de alta dos preços. Fort Lauderdale, Jacksonville, Tampa e West Palm Beach estão nessa lista, ao lado de mercados do Nordeste e do Meio-Oeste, onde os preços sobem mais rápido que a renda. O texto do estudo não traz estimativa para Orlando nem para Miami.
No outro extremo está San Jose, na Califórnia: segundo a Redfin, lá os preços caem 3,2% em um ano, a renda deve crescer 6,5% ao ano e, no cenário da empresa, o custo volta ao normal em outubro de 2027 mesmo com juros de 7,5%. "Pode parecer contraintuitivo que o custo volte ao normal antes nos mercados mais caros do país do que em Chicago ou na Filadélfia, mas tudo depende da direção dos preços e da renda", disse Asad Khan, economista sênior da Redfin (tradução livre).
O que o cenário diz a quem pensa em comprar na Flórida
O estudo mede o morador que financia a casa com a renda local. Não mede o comprador estrangeiro, que tem câmbio, custos de fechamento e de manutenção na conta, e quem paga à vista não sente diretamente a taxa de hipoteca. A própria Redfin evita apontar a hora certa: para Khan, o melhor momento de comprar ou vender "é quando faz sentido para as suas finanças e a sua vida".
O relatório ajuda a entender quanto a casa pesa no orçamento do americano, mas não é sinal de compra. Para o retrato local, veja onde está o ciclo imobiliário de Orlando em 2026; sobre a margem de negociação, a fatia recorde de vendedores que cortaram preço em setembro.
Quanto fica a parcela?
Simule o financiamento de um imóvel nos EUA.
- Valor financiado
- Total de juros no prazo
- Total pago no prazo
- Saldo devedor ano a ano
Correção (09/10/2026): Texto revisado em 09/10/2026 para ficar mais claro; nenhum dado mudou.
Fontes: Redfin — "U.S. Housing Costs Could Return to “Normal” Within 5 Years. Here’s What It Would Take." (Dana Anderson, Asad Khan e Szu Yu Chen) (08/10/2026 (lido em 09/10/2026)); Freddie Mac — Primary Mortgage Market Survey (PMMS), taxa média da hipoteca de 30 anos (08/10/2026 (lido em 09/10/2026)).

