Contratos de compra de casa nos EUA caem ao menor nível desde 2014, e Jacksonville e Tampa lideram as desistências
Com a hipoteca acima de 7%, os americanos assinaram em setembro 4% menos contratos de compra do que em agosto, segundo a Redfin; na Flórida, a região de Orlando teve queda de 1,9% no preço mediano de venda em um ano
Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Os americanos assinaram menos contratos de compra de casa em setembro do que em qualquer mês desde a primavera de 2014 — a única exceção é abril de 2020, quando a pandemia parou o mercado. Segundo a Redfin, portal e corretora imobiliária americana, as vendas pendentes (casas com contrato assinado que ainda não mudaram de dono) caíram 4% em relação a agosto, já descontado o efeito da época do ano. E, pela primeira vez em três anos, elas caíram nas 50 maiores regiões metropolitanas do país.
A hipoteca de 30 anos chegou a 7,40%, ante 6,30% um ano antes
A taxa média da hipoteca de 30 anos subiu para 7,40% na pesquisa semanal da Freddie Mac de 8 de outubro, ante 7,28% na semana anterior e 6,30% um ano antes. "Não é surpresa que, quando os juros passam de 7%, menos gente compre casa, porque menos gente consegue pagar", disse Chen Zhao, chefe de pesquisa econômica da Redfin (tradução livre).
Quem já tinha fechado negócio também desistiu mais: 14,5% dos contratos assinados em setembro foram desfeitos, a maior fatia desde o início da pandemia. O preço mediano das casas vendidas no país subiu só 1,3% em um ano, para US$ 393.895, e 60,5% delas saíram abaixo do preço pedido no anúncio.
Em Jacksonville, um em cada cinco negócios foi desfeito, a maior taxa entre as 50 maiores regiões dos EUA
| Região metropolitana | Preço mediano de venda | Preço em 1 ano | Vendas pendentes em 1 ano | Negócios desfeitos |
|---|---|---|---|---|
| Jacksonville | US$ 372.145 | +2,0% | −10,2% | 19,9% |
| Tampa | US$ 369.152 | −0,2% | −5,3% | 18,8% |
| Orlando | US$ 400.934 | −1,9% | −5,5% | não divulgado |
| Miami | US$ 568.694 | +1,6% | −2,7% | 16,8% |
| Fort Lauderdale | US$ 453.958 | +0,9% | −3,1% | 16,8% |
| West Palm Beach | US$ 513.820 | +3,8% | −2,2% | 12,4% |
Fonte: Redfin, dados de setembro de 2026, publicados em 12/10/2026. Vendas pendentes com ajuste sazonal; preço mediano sem ajuste.
Em Jacksonville, um em cada cinco negócios (19,9%) foi desfeito em setembro, a maior fatia entre as 50 maiores regiões dos EUA. Tampa vem logo atrás, com 18,8%. A Redfin classifica as duas como mercados fortemente a favor de quem compra. Na Flórida, a menor queda de vendas pendentes foi a de West Palm Beach, de 2,2%.
Em Orlando, o preço mediano de venda caiu 1,9% em um ano, para US$ 400.934, e as vendas pendentes recuaram 5,5%. A Redfin não publicou a taxa de desistência da região.
Para quem compra do Brasil, o mercado lento dá espaço para negociar o preço, mas a revenda também pode demorar mais
Com menos compradores disputando a mesma casa, quem compra ganha espaço para negociar preço, prazo e reparos. O preço mediano de uma região, porém, não é o preço de uma casa: ele mistura imóveis de bairros e tamanhos diferentes.
Quem compra à vista não depende da hipoteca acima de 7% que afasta o americano, mas o mercado mais lento vale para todos: se for preciso revender, o imóvel também pode demorar mais. A conta do brasileiro inclui ainda o câmbio e os custos de fechamento e de manutenção. Os números de setembro mostram um mercado mais lento; não dizem para onde o preço vai.
Para comparar com outros sinais do mercado: a fatia de vendedores que baixaram o preço, o cálculo da Redfin sobre quando comprar casa volta a custar o "normal" e o que preço, crédito e estoque dizem sobre uma bolha na Flórida.
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Fontes: Redfin — "U.S. Pending Home Sales Sink Near 12-Year Low" (Dana Anderson) (12/10/2026 (dados de setembro de 2026; lido em 13/10/2026)); Freddie Mac — Primary Mortgage Market Survey (PMMS) (08/10/2026 (lido em 13/10/2026)).

