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Receita mandou carta a 498 mil na malha fina: como corrigir a declaração antes de ser intimado

As cartas do Imposto de Renda 2026 saíram até 20 de outubro; quem corrige antes da intimação evita o risco de multa e o atraso na restituição, diz a Receita

Leo Martins · · 2 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Mãos de uma pessoa conferindo recibos sobre a mesa, ao lado de um notebook, uma calculadora e outros comprovantes espalhados
Karola G / Pexels · Licença Pexels

A Receita Federal mandou carta a 498.487 pessoas que tiveram a declaração do Imposto de Renda de 2026 retida na malha fina. O envio foi feito em lotes semanais até 20 de outubro. A carta chega antes de qualquer intimação: é o aviso para a pessoa corrigir a declaração por conta própria. Segundo a Receita, quem corrige antes de ser intimado ou notificado evita o risco de multas e o atraso na restituição. São Paulo tem cerca de um terço das cartas: 163.159. Depois vêm Minas Gerais, com 48.509, e o Paraná, com 33.738.

Dá para ver a pendência no aplicativo e corrigir sem ir à Receita

A situação aparece no serviço Meu Imposto de Renda, no site e no aplicativo da Receita, com a conta gov.br. Ali, em «Pendências de Malha», a Receita mostra o que segurou a declaração. Se houve erro, a correção é uma declaração retificadora, enviada pela internet, sem precisar ir a uma unidade da Receita.

Nem toda declaração retida tem erro. Quem tem certeza de que os dados estão certos pode adiantar o envio dos documentos que os comprovam, por um processo de malha fiscal, ou esperar a intimação da Receita.

Os sete erros que mais seguram a declaração, segundo a Receita

  • esquecer de declarar um rendimento recebido só uma vez no ano;
  • deixar de fora os rendimentos do dependente;
  • não informar todas as aposentadorias de quem recebe de mais de uma fonte pagadora;
  • errar o ano em que a despesa médica foi feita;
  • errar o valor pago na despesa médica;
  • lançar como despesa médica um gasto que não pode ser deduzido;
  • informar o VGBL, um tipo de plano de previdência, como dedutível.

A despesa médica aparece em três dos sete erros. Vale conferir recibo por recibo antes de mandar a retificadora.

Quem tem investimento fora também precisa conferir os rendimentos de lá

A lista da Receita não cita investimento no exterior. Mas quem tem dinheiro fora segue uma regra própria: pela Lei 14.754, de 2023, a chamada lei das offshores, os rendimentos de aplicações no exterior entram na declaração anual, com imposto de 15%. Rendimento que ficou de fora se corrige do mesmo jeito, pela retificadora. O que se paga nos Estados Unidos e o que se declara no Brasil está explicado em imposto de quem investe nos EUA. O caso de cada um, com valores e documentos, é para ver com um contador.

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Fontes: Receita Federal — "Projeto Cartas 2026 incentiva autorregularização de declarações retidas em malha fiscal" (06/10/2026, atualizada em 08/10/2026 (lido em 20/10/2026)); InfoMoney — "Caiu na malha fina do IR? Veja o passo a passo para regularizar a declaração" (05/06/2026 (lido em 20/10/2026)); Lei 14.754/2023 (lei das offshores, arts. 2º a 4º) (12/12/2023 (lido em 01/10/2026; o Planalto não respondeu em 20/10/2026)).

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