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Dólar cai depois do 1º turno e um imóvel de US$ 400 mil na Flórida fica mais de R$ 100 mil mais barato em reais

A moeda americana teve na segunda (5) a maior queda diária em mais de oito anos, fechou abaixo de R$ 5 na terça (6) e voltou a subir na quarta (7): em reais, a conta de um imóvel em dólar encolheu mais de R$ 100 mil e já começou a voltar

Leo Martins · · 3 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Casa tradicional de dois andares com varandas, cercada de palmeiras, numa rua de Key West, na Flórida
Foto: Arian Fernandez / Pexels · Licença Pexels

Quem acompanha o dólar para comprar um imóvel na Flórida viu a conta mudar de tamanho em três pregões. Na segunda-feira (5), primeiro pregão depois do 1º turno, o dólar à vista caiu 4,12% e fechou a R$ 5,0022, segundo a Agência Brasil. Foi o maior recuo diário da moeda americana em mais de oito anos, desde 8 de junho de 2018, segundo o InfoMoney. Na terça (6), caiu mais 0,55% e fechou a R$ 4,975, a menor cotação de fechamento desde 12 de maio. Na quarta (7), virou: subiu 0,83% e terminou a R$ 5,016, de novo acima de R$ 5.

O mercado reagiu ao 1º turno, mas a eleição só termina em 25 de outubro

A leitura inicial dos investidores, segundo a Agência Brasil, foi de redução do prêmio de risco dos ativos brasileiros — o "desconto" que o investidor cobra para correr o risco do país. A reação já tinha começado lá fora, com a disparada dos fundos da bolsa brasileira em Nova York na noite de domingo. Analistas ligam essa reação ao resultado do 1º turno e à expectativa sobre a política fiscal do próximo governo. É interpretação de mercado, não fato consumado, porque o segundo turno está marcado para 25 de outubro. Na quarta, a Agência Brasil descreveu a sessão como de ajuste depois do rali, com peso também do ambiente externo.

Em reais, um imóvel de US$ 400 mil ficou R$ 101,6 mil mais barato

Para medir o efeito no bolso, o Valor & Mercado converteu um valor redondo e ilustrativo — US$ 400 mil, não o preço de um imóvel específico — pela PTAX, a taxa oficial de venda calculada pelo Banco Central:

  • R$ 2.089.520na sexta (2), antes do 1º turno, com a PTAX a R$ 5,2238
  • R$ 1.987.920na terça (6), a menor PTAX desde o 1º turno, a R$ 4,9698
  • R$ 1.997.400na quarta (7), com a PTAX a R$ 4,9935

Entre a sexta e a terça, o mesmo imóvel ficou cerca de R$ 101,6 mil mais barato em reais. Na quarta, R$ 9.480 dessa diferença já tinham voltado — em um único dia.

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Até o 2º turno o dólar pode virar a cada notícia, e um dia só não decide a compra

Decidir pelo dólar de um dia é apostar em como o mercado reagiu à eleição, e o quadro só se define no segundo turno; até lá, o câmbio pode reagir a cada notícia, como mostrou a virada de quarta. As análises sobre o rumo do dólar também seguem divididas: de um lado, a tese do "Sell America", de um dólar mais fraco no mundo; de outro, bancos como o Bank of America, que veem a moeda americana ainda subindo até um pico. Ninguém crava o câmbio.

Já os motivos para manter uma parcela do patrimônio em dólar — proteção contra a oscilação do real, renda em moeda forte, um plano B — não mudam com o fechamento de uma segunda-feira. Por isso, quem tem compromisso em dólar com prazo, como a entrada de um imóvel, costuma reduzir o risco diluindo a compra da moeda no tempo, em vez de tentar acertar o melhor dia. O dólar mais barato desta semana ajuda quem já tinha um plano; não substitui o plano.

Fechamentos do dólar à vista: Agência Brasil (5, 6 e 7/10/2026). Maior queda desde 2018: InfoMoney (5/10/2026). PTAX de venda: Banco Central do Brasil (lida em 7/10/2026). Valores em reais do imóvel ilustrativo: cálculo do Valor & Mercado. Leituras sobre o resultado eleitoral são de analistas; o Valor & Mercado não cobre disputa partidária nem apuração.

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Fontes: Agência Brasil — "Dólar cai a R$ 5, e bolsa sobe quase 8% após primeiro turno" (05/10/2026 (lido em 07/10/2026)); InfoMoney — "Dólar cai 4,1%, maior baixa diária desde 2018, com ... à frente no 1º turno" (05/10/2026 (lido em 07/10/2026)); Agência Brasil — "Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio" (06/10/2026 (lido em 07/10/2026)); Agência Brasil — "Dólar volta a R$ 5 com ambiente externo e ajuste pós-eleitoral" (07/10/2026, 19h41 (lido em 07/10/2026)); Banco Central do Brasil — PTAX (cotação de venda, API Olinda) (02/10 a 07/10/2026 (lido em 07/10/2026)).

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