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Dólar tem a maior alta em um dia desde 1999 e a bolsa cai 13,88% depois do 2º turno: o que muda para quem tem patrimônio só em real

O dólar comercial fechou a R$ 5,40 nesta segunda (26), alta de 8,21%, e o Ibovespa teve a maior queda desde março de 2020. Para quem paga em real, um imóvel de US$ 300 mil na Flórida ficou R$ 123 mil mais caro em um dia

Leo Martins · · 4 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Dois operadores de costas, sentados diante de uma mesa de vidro com monitores, olham o painel gigante de cotações em letras vermelhas e verdes no salão da Bolsa de São Paulo
Foto: Rafael Matsunaga / Wikimedia Commons (recortada) · CC BY 2.0 · origem

Quem olhou o câmbio nesta segunda-feira (26) levou um susto. No primeiro pregão depois do segundo turno da eleição presidencial, o dólar comercial fechou a R$ 5,40, alta de 8,21% sobre os R$ 4,99 de sexta-feira (23). Foi a maior alta da moeda americana em um só dia desde 1999. Na bolsa, o Ibovespa caiu 13,88%, para 176.608 pontos, a maior queda desde março de 2020, no começo da pandemia.

A bolsa parou meia hora para conter a queda

O dia começou pior do que terminou. Na abertura, o dólar chegou a R$ 5,60. Na bolsa, a B3 acionou o circuit breaker, a pausa obrigatória nas negociações quando os preços caem rápido demais, pela primeira vez desde 2020. Os negócios com ações, opções e ETFs ficaram parados por meia hora.

Em Nova York, o EWZ, fundo que acompanha as ações brasileiras em dólar, fechou a US$ 34,15, queda de 19,82% sobre os US$ 42,59 de sexta. Como esse fundo soma a queda das ações e a do real, ele caiu mais que o Ibovespa. É o caminho inverso do que se viu depois do primeiro turno, quando o mesmo fundo disparou numa só noite.

Os juros futuros para 2031 saltaram de 12,6% para 15,2% ao ano, e o crédito longo fica mais caro

O tombo não ficou só no câmbio e nas ações. A taxa dos contratos de juros futuros para janeiro de 2031, que mostra quanto o mercado cobra para emprestar ao país por mais tempo, foi de 12,6% na sexta para 15,2% ao ano no fechamento de hoje. Essas taxas servem de base para o custo dos empréstimos de prazo longo e para o rendimento dos títulos prefixados do Tesouro, que sobe quando o preço deles cai. Na leitura de Gabriel Magno, da AW Capital, ouvido pela CNN Brasil, o mercado esperava um controle de gastos mais firme nos próximos anos e corrigiu os preços quando esse cenário saiu da mesa. É a leitura de um analista, não um fato, e aqui não entramos na disputa política.

  • 8,21%alta do dólar comercial no dia, a maior desde 1999
  • 13,88%queda do Ibovespa, a maior desde março de 2020
  • 19,82%queda do EWZ, o fundo de ações brasileiras em Nova York
Apresentado por The Florida Lounge

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Para quem tem patrimônio só em real, tudo o que é cotado em dólar ficou 8,21% mais caro em um dia, mas um dia de pânico não é hora de decidir

A conta é direta. Um imóvel de US$ 300 mil na Flórida custava cerca de R$ 1,50 milhão com o dólar de sexta. Com o dólar de hoje, passou a custar cerca de R$ 1,62 milhão, uns R$ 123 mil a mais, sem que nada mudasse no imóvel. É o risco de ter todo o patrimônio numa só moeda: quando ela cai, tudo o que é cotado lá fora fica mais caro de uma vez.

Isso não quer dizer que hoje seja dia de comprar dólar. Um pregão de pânico não mostra para onde o câmbio vai na semana seguinte, e o dólar já recuou dos R$ 5,60 da abertura até o fechamento. Como mostramos com a procura por proteção antes do segundo turno, ninguém crava o câmbio. Quem tem um compromisso em dólar com data, como a parcela de um imóvel ou a escola de um filho, costuma se sair melhor dividindo a compra ao longo do tempo do que apostando em um dia. Para ver a bolsa pelos olhos de quem pensa em dólar, vale ler como funciona o Ibovespa em dólar; para os juros, o que o mercado espera do Copom de novembro.

Fechamento de 26/10/2026: dólar comercial e Ibovespa pelo Correio Braziliense e pelo Diário do Grande ABC (Agência Estado); dólar na abertura, circuit breaker, juros futuros e a fala de Gabriel Magno pela CNN Brasil; fechamento do dólar de 23/10 pelo Sou Brasília; EWZ pelo histórico de preços do Stock Analysis. A CNN Brasil registrou alta de 8,36% para o dólar, a R$ 5,406, em outra medida de fechamento; aqui usamos o dólar comercial. As contas do imóvel são da redação, com os dois fechamentos do dólar.

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Toda segunda, uma seleção do que mexeu com o câmbio, os juros e o seu patrimônio em dólar.

Fontes: CNN Brasil — "Dólar sobe 8% e Bolsa tem maior queda desde a pandemia após vitória de Lula" (26/10/2026, atualizado às 18h34 (lido em 26/10/2026)); Correio Braziliense — "Dólar chega a R$ 5,4027 e Ibovespa cai 13,88%" (26/10/2026, 19h06 (lido em 26/10/2026)); Diário do Grande ABC (Agência Estado) — Fechamento do mercado financeiro, 26/10/2026 (26/10/2026 (lido em 26/10/2026)); Sou Brasília — "Bolsa cai quase 14% e dólar vai a R$ 5,40 após reeleição de Lula" (26/10/2026 (lido em 26/10/2026)); Stock Analysis — iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), histórico de preços (fechamentos de 23/10 e 26/10/2026 (lido em 26/10/2026)).

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