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Seguro-saúde na Flórida: quanto custa e quem pode contratar nos planos de 2027

Sem plano pago pela empresa, o seguro de uma pessoa de 40 anos sai a partir de US$ 505 por mês, antes do desconto do governo. A inscrição para 2027 abre em 1º de novembro, e quem mora com visto temporário passa a pagar o preço cheio

Leo Martins · · 8 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Torre de vidro azul e fachada branca curva do hospital AdventHealth Orlando, com palmeiras na base, sob céu azul
Foto: Ahs856 / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0 · origem
Neste artigo
  1. Sem emprego que pague o plano, o seguro individual na Flórida custa a partir de US$ 505 por mês aos 40 anos
  2. A inscrição para 2027 vai de 1º de novembro a 15 de janeiro, e quem tem visto temporário perde o desconto do governo
  3. A mensalidade não é o custo todo: franquia, coparticipação e um teto que sobe para US$ 12.000 por pessoa em 2027
  4. Com emprego, a empresa paga a maior parte: o plano de família custou US$ 26.993 em 2025, e o funcionário pagou US$ 6.850
  5. O pronto-socorro atende mesmo sem seguro, mas a conta vem depois; e o remédio trazido do Brasil tem limite de 90 dias
  6. Aos 65 anos, o Medicare não é automático: com green card, são 5 anos de residência, e a parte hospitalar pode custar US$ 565 por mês
  7. Antes de se mudar, ponha o seguro-saúde no orçamento pelo preço cheio e com o teto do ano

Quem planeja morar na Flórida costuma fazer a conta do aluguel, da escola e do carro, e deixar a saúde para depois. Só que, quando dá errado, a conta é alta: nos EUA não há atendimento público gratuito para todos, como o SUS, e quem fica doente sem seguro paga a conta. Para quem não tem emprego que pague o plano, o seguro individual de uma pessoa de 40 anos custa, na Flórida, a partir de US$ 505 por mês em 2026, antes de qualquer desconto do governo, segundo a KFF, instituto americano de pesquisa em saúde.

Este guia mostra quanto custa o seguro, quem pode contratar pelo mercado de planos do governo (o Marketplace, no site HealthCare.gov), o que a mensalidade não cobre, o que muda nos planos de 2027 — a inscrição abre em 1º de novembro — e como fica a saúde de quem pensa em se aposentar lá. É regra geral, com fonte: a escolha do plano depende da renda, da idade e do visto de cada um.

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1.Sem emprego que pague o plano, o seguro individual na Flórida custa a partir de US$ 505 por mês aos 40 anos

O preço do plano no Marketplace muda com a idade, o condado e o nível do plano, que tem nome de metal. Pelo HealthCare.gov, no plano bronze o seguro paga em média 60% dos gastos com saúde e a franquia costuma ser alta; no plano prata, 70%; no plano ouro, 80%, com franquia baixa. Quanto mais o plano paga na hora de usar, mais cara tende a ser a mensalidade.

Pelo levantamento da KFF com os planos de 2026, para uma pessoa de 40 anos na Flórida, o plano bronze mais barato custa em média US$ 505 por mês. O plano prata que o governo usa como referência para calcular o desconto sai por US$ 683 — acima da média do país, de US$ 625. Em 2025, esse mesmo plano custava US$ 515 na Flórida.

São preços cheios. Quem mora nos EUA, tem a situação migratória exigida e renda dentro das faixas da lei pode ter um desconto do governo na mensalidade (o premium tax credit), calculado pela renda. O Marketplace é muito usado no estado: a Flórida teve 4,5 milhões de inscrições para 2026 pelo HealthCare.gov, de 23 milhões no país, segundo o CMS, a agência federal que cuida do programa.

2.A inscrição para 2027 vai de 1º de novembro a 15 de janeiro, e quem tem visto temporário perde o desconto do governo

Para contratar pelo Marketplace, o HealthCare.gov exige três coisas: morar nos EUA, ser cidadão americano ou estar no país de forma regular (lawfully present) e não estar preso. Estar de forma regular inclui quem tem green card e quem tem visto válido de não imigrante, entre outras situações listadas pelo governo. Quem só vem a passeio não mora no país e não entra nessa conta: na viagem, a proteção é o seguro-viagem.

A inscrição para os planos de 2027 abre em 1º de novembro. Quem se inscreve e paga até 15 de dezembro tem cobertura a partir de 1º de janeiro; o prazo final é 15 de janeiro, com cobertura a partir de 1º de fevereiro. Fora desse período, só se entra com um motivo previsto na regra — e mudar-se para os EUA é um deles: quem chega para morar tem, em geral, 60 dias para escolher o plano.

A mudança grande é de 2027. A partir de 1º de janeiro, segundo o HealthCare.gov, o desconto na mensalidade e a redução na coparticipação ficam só para quem tem green card e para dois grupos específicos (cubanos e haitianos com situação especial de entrada e migrantes de ilhas do Pacífico com acordo com os EUA). Quem mora na Flórida com visto temporário — como o E-2, de quem empreende — continua podendo comprar o plano, mas paga o preço cheio. Para quem planeja a mudança com esse tipo de visto, isso entra no orçamento desde o primeiro mês.

3.A mensalidade não é o custo todo: franquia, coparticipação e um teto que sobe para US$ 12.000 por pessoa em 2027

O seguro americano cobra em camadas. A franquia (deductible) é o quanto você paga sozinho, a cada ano, antes de o plano começar a pagar. Depois dela vem a coparticipação — um valor fixo por consulta ou remédio (copay) ou uma porcentagem da conta (coinsurance). E há um teto anual (out-of-pocket maximum): pelo HealthCare.gov, depois de gastar esse valor com franquia e coparticipação em médicos e hospitais da rede do plano, o seguro paga 100% dos serviços cobertos até o fim do ano.

Nos planos do Marketplace, o teto é de US$ 10.600 por pessoa e US$ 21.200 por família em 2026, e sobe para US$ 12.000 e US$ 24.000 em 2027. Ou seja: num ano ruim de saúde, além da mensalidade, uma pessoa pode gastar até US$ 12.000 em 2027 com o que o plano cobre. Atendimento fora da rede pode não contar para esse teto — vale conferir quais hospitais da sua região estão no plano antes de assinar.

A comparação certa soma a mensalidade e o que se paga ao usar. O próprio HealthCare.gov recomenda pensar no gasto total do ano, não só na mensalidade. Quem usa pouco o plano sente mais a mensalidade; quem tem tratamento contínuo sente mais a franquia e a coparticipação.

4.Com emprego, a empresa paga a maior parte: o plano de família custou US$ 26.993 em 2025, e o funcionário pagou US$ 6.850

Quem vai para a Flórida como funcionário costuma ter o seguro pelo emprego. Segundo a pesquisa anual da KFF com empregadores, publicada em outubro de 2025, o plano de uma pessoa custou em média US$ 9.325 no ano e o de família, US$ 26.993. O funcionário pagou em média 16% do plano individual e 26% do de família — US$ 6.850 por ano —, e a empresa pagou o resto. A franquia média do plano individual foi de US$ 1.886.

Por isso, numa proposta de emprego nos EUA, o salário é só parte da conta: no plano de família médio de 2025, a parte da empresa foi de cerca de US$ 20 mil por ano. Já quem vai abrir empresa e não é funcionário de ninguém paga o seguro da família inteiro — do próprio bolso ou do caixa do negócio.

5.O pronto-socorro atende mesmo sem seguro, mas a conta vem depois; e o remédio trazido do Brasil tem limite de 90 dias

Uma lei federal de 1986, a EMTALA, obriga os hospitais que têm pronto-socorro e atendem pelo Medicare a examinar quem chega com uma emergência e estabilizar o paciente, sem depender de ele poder pagar. A lei garante o atendimento, não a gratuidade: a conta chega depois e, sem seguro, quem paga é o paciente.

Com remédio, a regra é da FDA, a agência que controla medicamentos nos EUA. Em geral, trazer remédio de fora para uso próprio não é permitido, mas a agência deixa que estrangeiros tragam ou recebam o suficiente para até 90 dias de uso; para estadias mais longas, o restante pode ser enviado depois. A FDA recomenda ter à mão cópia do passaporte e do visto, carta do médico e receita em inglês. Para quem vai morar, o mais seguro é marcar cedo uma consulta com médico nos EUA, antes que acabe o estoque trazido do Brasil.

6.Aos 65 anos, o Medicare não é automático: com green card, são 5 anos de residência, e a parte hospitalar pode custar US$ 565 por mês

O Medicare é o seguro público dos EUA para quem tem 65 anos ou mais. A parte hospitalar (Parte A) é gratuita para quem trabalhou e pagou o imposto do Medicare por tempo suficiente, ou cujo cônjuge pagou. Quem não tem esse tempo pode comprá-la, mas, pela regra federal (42 CFR 406.11), o estrangeiro com green card precisa ter morado nos EUA por 5 anos seguidos antes. A mensalidade da Parte A, para quem paga, é de US$ 311 ou US$ 565 em 2026, conforme o tempo de contribuição.

A parte de consultas e exames (Parte B) tem mensalidade de US$ 202,90 em 2026 — ou mais, para quem tem renda alta — e franquia anual de US$ 283. Para quem pensa em se aposentar na Flórida, isso quer dizer que os primeiros anos dependem de seguro privado, e que o Medicare não sai de graça para quem nunca trabalhou nos EUA. Quem tem Medicare, aliás, não pode comprar plano no Marketplace.

7.Antes de se mudar, ponha o seguro-saúde no orçamento pelo preço cheio e com o teto do ano

Para fazer a conta, use a mensalidade sem desconto se o seu visto não der direito a ele em 2027, some o teto anual de gastos do plano e veja o preço para a idade de cada pessoa da família. Os preços do seu condado aparecem no HealthCare.gov quando abre a inscrição, em 1º de novembro. Se a mudança depende do visto, as regras estão em o que mudou nos vistos dos EUA em 2026; se a família vai junto, a escolha da casa passa pela escola, em como o endereço define a escola na Flórida.

Dados conferidos em 26/10/2026. Preços do Marketplace por nível de plano (pessoa de 40 anos, 2024 a 2026): KFF. Inscrições de 2026: CMS, Marketplace 2026 Open Enrollment Period Report: National Snapshot (28/01/2026). Quem pode contratar, prazos de 2027, teto de gastos, níveis de plano, inscrição especial e o desconto em 2027: HealthCare.gov. Plano pelo emprego: KFF, 2025 Employer Health Benefits Survey (22/10/2025). Pronto-socorro: CMS, Emergency Medical Treatment & Labor Act (EMTALA). Remédios: FDA, Personal Importation (18/08/2025). Medicare: Medicare.gov (custos de 2026) e 42 CFR 406.11.

Fontes: KFF — Average Marketplace Premiums by Metal Tier (pessoa de 40 anos), 2018-2026 (dados de 2026 (lido em 26/10/2026)); CMS — Marketplace 2026 Open Enrollment Period Report: National Snapshot (28/01/2026 (lido em 26/10/2026)); HealthCare.gov — Who can get Marketplace coverage (eligibility) (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — Health coverage for lawfully present immigrants (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — Dates and deadlines for 2027 health insurance (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — Special Enrollment Period (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — Out-of-pocket maximum/limit (glossário) (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — The "metal" categories: Bronze, Silver, Gold & Platinum (consultado em 26/10/2026); KFF — 2025 Employer Health Benefits Survey (Summary of Findings) (22/10/2025 (lido em 26/10/2026)); CMS — Emergency Medical Treatment & Labor Act (EMTALA) (consultado em 26/10/2026); FDA — Personal Importation (18/08/2025 (lido em 26/10/2026)); Medicare.gov — Medicare costs (2026) (consultado em 26/10/2026); Code of Federal Regulations — 42 CFR 406.11 (via Cornell LII) (consultado em 26/10/2026).

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