Seguro-saúde na Flórida: quanto custa e quem pode contratar nos planos de 2027
Sem plano pago pela empresa, o seguro de uma pessoa de 40 anos sai a partir de US$ 505 por mês, antes do desconto do governo. A inscrição para 2027 abre em 1º de novembro, e quem mora com visto temporário passa a pagar o preço cheio
Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Neste artigo
- Sem emprego que pague o plano, o seguro individual na Flórida custa a partir de US$ 505 por mês aos 40 anos
- A inscrição para 2027 vai de 1º de novembro a 15 de janeiro, e quem tem visto temporário perde o desconto do governo
- A mensalidade não é o custo todo: franquia, coparticipação e um teto que sobe para US$ 12.000 por pessoa em 2027
- Com emprego, a empresa paga a maior parte: o plano de família custou US$ 26.993 em 2025, e o funcionário pagou US$ 6.850
- O pronto-socorro atende mesmo sem seguro, mas a conta vem depois; e o remédio trazido do Brasil tem limite de 90 dias
- Aos 65 anos, o Medicare não é automático: com green card, são 5 anos de residência, e a parte hospitalar pode custar US$ 565 por mês
- Antes de se mudar, ponha o seguro-saúde no orçamento pelo preço cheio e com o teto do ano
Quem planeja morar na Flórida costuma fazer a conta do aluguel, da escola e do carro, e deixar a saúde para depois. Só que, quando dá errado, a conta é alta: nos EUA não há atendimento público gratuito para todos, como o SUS, e quem fica doente sem seguro paga a conta. Para quem não tem emprego que pague o plano, o seguro individual de uma pessoa de 40 anos custa, na Flórida, a partir de US$ 505 por mês em 2026, antes de qualquer desconto do governo, segundo a KFF, instituto americano de pesquisa em saúde.
Este guia mostra quanto custa o seguro, quem pode contratar pelo mercado de planos do governo (o Marketplace, no site HealthCare.gov), o que a mensalidade não cobre, o que muda nos planos de 2027 — a inscrição abre em 1º de novembro — e como fica a saúde de quem pensa em se aposentar lá. É regra geral, com fonte: a escolha do plano depende da renda, da idade e do visto de cada um.
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1.Sem emprego que pague o plano, o seguro individual na Flórida custa a partir de US$ 505 por mês aos 40 anos
O preço do plano no Marketplace muda com a idade, o condado e o nível do plano, que tem nome de metal. Pelo HealthCare.gov, no plano bronze o seguro paga em média 60% dos gastos com saúde e a franquia costuma ser alta; no plano prata, 70%; no plano ouro, 80%, com franquia baixa. Quanto mais o plano paga na hora de usar, mais cara tende a ser a mensalidade.
Pelo levantamento da KFF com os planos de 2026, para uma pessoa de 40 anos na Flórida, o plano bronze mais barato custa em média US$ 505 por mês. O plano prata que o governo usa como referência para calcular o desconto sai por US$ 683 — acima da média do país, de US$ 625. Em 2025, esse mesmo plano custava US$ 515 na Flórida.
São preços cheios. Quem mora nos EUA, tem a situação migratória exigida e renda dentro das faixas da lei pode ter um desconto do governo na mensalidade (o premium tax credit), calculado pela renda. O Marketplace é muito usado no estado: a Flórida teve 4,5 milhões de inscrições para 2026 pelo HealthCare.gov, de 23 milhões no país, segundo o CMS, a agência federal que cuida do programa.
2.A inscrição para 2027 vai de 1º de novembro a 15 de janeiro, e quem tem visto temporário perde o desconto do governo
Para contratar pelo Marketplace, o HealthCare.gov exige três coisas: morar nos EUA, ser cidadão americano ou estar no país de forma regular (lawfully present) e não estar preso. Estar de forma regular inclui quem tem green card e quem tem visto válido de não imigrante, entre outras situações listadas pelo governo. Quem só vem a passeio não mora no país e não entra nessa conta: na viagem, a proteção é o seguro-viagem.
A inscrição para os planos de 2027 abre em 1º de novembro. Quem se inscreve e paga até 15 de dezembro tem cobertura a partir de 1º de janeiro; o prazo final é 15 de janeiro, com cobertura a partir de 1º de fevereiro. Fora desse período, só se entra com um motivo previsto na regra — e mudar-se para os EUA é um deles: quem chega para morar tem, em geral, 60 dias para escolher o plano.
A mudança grande é de 2027. A partir de 1º de janeiro, segundo o HealthCare.gov, o desconto na mensalidade e a redução na coparticipação ficam só para quem tem green card e para dois grupos específicos (cubanos e haitianos com situação especial de entrada e migrantes de ilhas do Pacífico com acordo com os EUA). Quem mora na Flórida com visto temporário — como o E-2, de quem empreende — continua podendo comprar o plano, mas paga o preço cheio. Para quem planeja a mudança com esse tipo de visto, isso entra no orçamento desde o primeiro mês.
3.A mensalidade não é o custo todo: franquia, coparticipação e um teto que sobe para US$ 12.000 por pessoa em 2027
O seguro americano cobra em camadas. A franquia (deductible) é o quanto você paga sozinho, a cada ano, antes de o plano começar a pagar. Depois dela vem a coparticipação — um valor fixo por consulta ou remédio (copay) ou uma porcentagem da conta (coinsurance). E há um teto anual (out-of-pocket maximum): pelo HealthCare.gov, depois de gastar esse valor com franquia e coparticipação em médicos e hospitais da rede do plano, o seguro paga 100% dos serviços cobertos até o fim do ano.
Nos planos do Marketplace, o teto é de US$ 10.600 por pessoa e US$ 21.200 por família em 2026, e sobe para US$ 12.000 e US$ 24.000 em 2027. Ou seja: num ano ruim de saúde, além da mensalidade, uma pessoa pode gastar até US$ 12.000 em 2027 com o que o plano cobre. Atendimento fora da rede pode não contar para esse teto — vale conferir quais hospitais da sua região estão no plano antes de assinar.
A comparação certa soma a mensalidade e o que se paga ao usar. O próprio HealthCare.gov recomenda pensar no gasto total do ano, não só na mensalidade. Quem usa pouco o plano sente mais a mensalidade; quem tem tratamento contínuo sente mais a franquia e a coparticipação.
4.Com emprego, a empresa paga a maior parte: o plano de família custou US$ 26.993 em 2025, e o funcionário pagou US$ 6.850
Quem vai para a Flórida como funcionário costuma ter o seguro pelo emprego. Segundo a pesquisa anual da KFF com empregadores, publicada em outubro de 2025, o plano de uma pessoa custou em média US$ 9.325 no ano e o de família, US$ 26.993. O funcionário pagou em média 16% do plano individual e 26% do de família — US$ 6.850 por ano —, e a empresa pagou o resto. A franquia média do plano individual foi de US$ 1.886.
Por isso, numa proposta de emprego nos EUA, o salário é só parte da conta: no plano de família médio de 2025, a parte da empresa foi de cerca de US$ 20 mil por ano. Já quem vai abrir empresa e não é funcionário de ninguém paga o seguro da família inteiro — do próprio bolso ou do caixa do negócio.
5.O pronto-socorro atende mesmo sem seguro, mas a conta vem depois; e o remédio trazido do Brasil tem limite de 90 dias
Uma lei federal de 1986, a EMTALA, obriga os hospitais que têm pronto-socorro e atendem pelo Medicare a examinar quem chega com uma emergência e estabilizar o paciente, sem depender de ele poder pagar. A lei garante o atendimento, não a gratuidade: a conta chega depois e, sem seguro, quem paga é o paciente.
Com remédio, a regra é da FDA, a agência que controla medicamentos nos EUA. Em geral, trazer remédio de fora para uso próprio não é permitido, mas a agência deixa que estrangeiros tragam ou recebam o suficiente para até 90 dias de uso; para estadias mais longas, o restante pode ser enviado depois. A FDA recomenda ter à mão cópia do passaporte e do visto, carta do médico e receita em inglês. Para quem vai morar, o mais seguro é marcar cedo uma consulta com médico nos EUA, antes que acabe o estoque trazido do Brasil.
6.Aos 65 anos, o Medicare não é automático: com green card, são 5 anos de residência, e a parte hospitalar pode custar US$ 565 por mês
O Medicare é o seguro público dos EUA para quem tem 65 anos ou mais. A parte hospitalar (Parte A) é gratuita para quem trabalhou e pagou o imposto do Medicare por tempo suficiente, ou cujo cônjuge pagou. Quem não tem esse tempo pode comprá-la, mas, pela regra federal (42 CFR 406.11), o estrangeiro com green card precisa ter morado nos EUA por 5 anos seguidos antes. A mensalidade da Parte A, para quem paga, é de US$ 311 ou US$ 565 em 2026, conforme o tempo de contribuição.
A parte de consultas e exames (Parte B) tem mensalidade de US$ 202,90 em 2026 — ou mais, para quem tem renda alta — e franquia anual de US$ 283. Para quem pensa em se aposentar na Flórida, isso quer dizer que os primeiros anos dependem de seguro privado, e que o Medicare não sai de graça para quem nunca trabalhou nos EUA. Quem tem Medicare, aliás, não pode comprar plano no Marketplace.
7.Antes de se mudar, ponha o seguro-saúde no orçamento pelo preço cheio e com o teto do ano
Para fazer a conta, use a mensalidade sem desconto se o seu visto não der direito a ele em 2027, some o teto anual de gastos do plano e veja o preço para a idade de cada pessoa da família. Os preços do seu condado aparecem no HealthCare.gov quando abre a inscrição, em 1º de novembro. Se a mudança depende do visto, as regras estão em o que mudou nos vistos dos EUA em 2026; se a família vai junto, a escolha da casa passa pela escola, em como o endereço define a escola na Flórida.
Dados conferidos em 26/10/2026. Preços do Marketplace por nível de plano (pessoa de 40 anos, 2024 a 2026): KFF. Inscrições de 2026: CMS, Marketplace 2026 Open Enrollment Period Report: National Snapshot (28/01/2026). Quem pode contratar, prazos de 2027, teto de gastos, níveis de plano, inscrição especial e o desconto em 2027: HealthCare.gov. Plano pelo emprego: KFF, 2025 Employer Health Benefits Survey (22/10/2025). Pronto-socorro: CMS, Emergency Medical Treatment & Labor Act (EMTALA). Remédios: FDA, Personal Importation (18/08/2025). Medicare: Medicare.gov (custos de 2026) e 42 CFR 406.11.
Fontes: KFF — Average Marketplace Premiums by Metal Tier (pessoa de 40 anos), 2018-2026 (dados de 2026 (lido em 26/10/2026)); CMS — Marketplace 2026 Open Enrollment Period Report: National Snapshot (28/01/2026 (lido em 26/10/2026)); HealthCare.gov — Who can get Marketplace coverage (eligibility) (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — Health coverage for lawfully present immigrants (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — Dates and deadlines for 2027 health insurance (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — Special Enrollment Period (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — Out-of-pocket maximum/limit (glossário) (consultado em 26/10/2026); HealthCare.gov — The "metal" categories: Bronze, Silver, Gold & Platinum (consultado em 26/10/2026); KFF — 2025 Employer Health Benefits Survey (Summary of Findings) (22/10/2025 (lido em 26/10/2026)); CMS — Emergency Medical Treatment & Labor Act (EMTALA) (consultado em 26/10/2026); FDA — Personal Importation (18/08/2025 (lido em 26/10/2026)); Medicare.gov — Medicare costs (2026) (consultado em 26/10/2026); Code of Federal Regulations — 42 CFR 406.11 (via Cornell LII) (consultado em 26/10/2026).
Aviso: não somos advogados. As informações desta matéria não são aconselhamento jurídico e servem apenas para fins informativos. Se quiser saber mais sobre vistos para os Estados Unidos, procure um advogado de imigração. Aconselhamento jurídico só pode ser feito por um profissional devidamente habilitado.

