Aluguel sobe 7,11% em 2026, quase o dobro da inflação; Campo Grande e Natal têm as maiores altas entre as capitais
Segundo o Índice FipeZAP, o preço dos aluguéis novos subiu 9,13% em 12 meses até setembro, contra 4,58% do IPCA; São Paulo tem o metro quadrado mais caro, R$ 65,78
Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

O preço pedido para alugar um apartamento no Brasil subiu 7,11% de janeiro a setembro de 2026, segundo o Índice FipeZAP de Locação Residencial, da Fipe. No mesmo período, a inflação oficial, o IPCA, foi de 3,95%, e o IGP-M, da FGV, ficou em 3,45%. Em 12 meses, a alta do aluguel chega a 9,13%, contra 4,58% do IPCA.
O ritmo, porém, vem diminuindo. Em setembro, os aluguéis subiram 0,52%, menos que a inflação do mês (0,82% pelo IPCA). Desde abril, quando a alta foi de 1,04%, o avanço mensal ficou menor a cada mês.
Campo Grande, Natal e Aracaju tiveram as maiores altas de aluguel entre as capitais em 2026
Das 36 cidades que a Fipe acompanha, 35 tiveram alta no ano. Entre as capitais, os aluguéis que mais subiram de janeiro a setembro foram os de Campo Grande (16,91%), Natal (14,36%), Aracaju (13,39%), Fortaleza (12,49%) e Rio de Janeiro (11,86%). São Paulo ficou abaixo da média do país, com 4,93%. A única cidade com queda foi Pelotas, no Rio Grande do Sul (−6,52%).
São Paulo tem o metro quadrado de aluguel mais caro entre as capitais: R$ 65,78
Na média das 36 cidades, o aluguel custou R$ 54,77 por metro quadrado em setembro. Entre as capitais, o mais caro é o de São Paulo (R$ 65,78), seguido por Recife (R$ 64,39), Belém (R$ 62,25) e Rio de Janeiro (R$ 61,86). Os mais baratos estão em Teresina (R$ 32,59) e Campo Grande (R$ 32,95). Na prática, um apartamento de 70 m² em São Paulo sai, pelo preço médio, por cerca de R$ 4,6 mil por mês.
- 7,11%alta do aluguel de janeiro a setembro de 2026
- 3,95%inflação oficial (IPCA) no mesmo período
- R$ 54,77preço médio do aluguel por m² no país
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Para o dono do imóvel, o aluguel rende 6,13% ao ano, segundo a Fipe — menos que os juros
A Fipe também estima quanto o aluguel rende por ano para o dono do imóvel. Em setembro, o retorno médio foi de 6,13% ao ano, uma taxa que, segundo a própria Fipe, fica abaixo dos juros reais esperados para os próximos 12 meses. Apartamentos de um dormitório rendem mais (6,74% ao ano) do que os de quatro ou mais (4,86%). Entre as capitais, o maior retorno é o de Recife (8,30%) e o menor, o de Vitória (4,22%).
Quem compara a renda de um imóvel alugado no Brasil com a de um imóvel nos Estados Unidos precisa olhar as mesmas coisas dos dois lados: quanto custa comprar, quanto entra de aluguel, quanto sai de despesas e em que moeda a renda chega. Como está o aluguel em Orlando está em quanto custa alugar em Orlando.
O índice mede o preço de anúncio dos aluguéis novos, não o reajuste de quem já aluga
O FipeZAP acompanha o preço de aluguel de apartamentos prontos em 36 cidades, a partir de anúncios publicados na internet pelo Grupo OLX (Zap, Viva Real e OLX). Ele considera só os anúncios de aluguéis novos. Por isso, não mostra o reajuste de quem já tem contrato, que segue o que foi combinado no próprio contrato.
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Fontes: Fipe — Índice FipeZAP de Locação Residencial, informe de setembro de 2026 (setembro de 2026 (lido em 15/10/2026)).

