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O governo pode limitar a Selic? O que propõe André Lara Resende, por que o mercado se assustou e o que diz a Fazenda

O economista quer a Selic em 7,5% ao ano em cerca de 12 meses e depois entre 3% e 5,5%. O ministro Dario Durigan diz que a ideia não está em discussão, e o Copom se reúne em 3 e 4 de novembro

Leo Martins · · 4 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Prédios envidraçados na Avenida Faria Lima, em São Paulo, no fim da tarde, com uma palmeira, um semáforo verde e placas de trânsito na parte de baixo
Foto: Mauro Cateb, via Wikimedia Commons (recortada) · CC BY-SA 4.0 · origem

Não há decisão nenhuma do governo, mas uma ideia assustou o mercado no fim de semana: levar a Selic, hoje em 13,75% ao ano, para cerca de 7,5% em 12 meses. A proposta é do economista André Lara Resende, que participou da elaboração do Plano Real. Ela ganhou força com uma reportagem da Folha de S.Paulo no domingo (1º), sobre um possível encontro dele com o presidente Lula. No mesmo dia, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o assunto esteja em discussão.

Lara Resende propõe levar a Selic a 7,5% em cerca de 12 meses e depois mantê-la entre 3% e 5,5%

A proposta está num texto publicado em 25 de setembro no Substack, com o título «Eu Acuso». O Banco Central anunciaria com antecedência uma queda gradual da Selic até 7,5% ao ano; depois, a taxa ficaria normalmente entre 3% e 5,5%. Um novo Conselho Fiscal e Monetário Nacional definiria metas coordenadas para as contas públicas e os juros. As reservas internacionais, de mais de US$ 350 bilhões, poderiam ser usadas para conter a queda do real.

O argumento dele é que o problema das contas públicas está nos juros. Segundo o texto, a dívida bruta cresce 12,7% ao ano, e o PIB, cerca de 7%. Pelas contas apresentadas, baixar o custo médio da dívida de cerca de 13% para 7,5% pouparia perto de quatro pontos do PIB por ano.

O mercado teme dólar mais alto, inflação e dinheiro saindo do país

Gestores temem que uma queda rápida dos juros, sem ajuste nas contas públicas, desvalorize o real, afaste investimentos e aumente a inflação, segundo a Folha. A economista Ana Paula Vescovi criticou o uso das reservas: «Reservas são o seguro externo do país. Transformá-las no cheque especial de uma aposta monetária é uma temeridade.»

O próprio Lara Resende admite o risco no curto prazo: «é possível que a redução do juro eleve a inflação, antes de levá-la a convergir para um nível mais baixo».

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Durigan diz que a ideia não está na mesa do presidente e que não há reunião marcada

«Nenhuma dessas ideias como tabelamento de juros está na mesa do presidente», disse Durigan. Perguntado pelo SBT News se há debate interno sobre a proposta, respondeu: «Não tem». Sobre um encontro de Lula com o economista: «Sem reunião». O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, também disse que a proposta não está em discussão.

Um manifesto de 50 economistas pede outra saída: taxar altas rendas em vez de cortar gastos

É outro debate, de outro grupo. Na sexta-feira (30), 50 economistas e especialistas divulgaram um manifesto contra cortes em despesas sociais, segundo a Agência Brasil. Eles pedem antecipar para o próximo ano a tributação mínima de 10% de quem recebe acima de R$ 600 mil por ano, nenhuma nova alta da Selic, a volta do centro da meta de inflação de 3% para 4,5% e uma nova regra fiscal, que tire dos limites de gasto o investimento público, o Bolsa Família e os pisos de saúde e educação. Também não é medida do governo.

Para quem investe, a decisão que muda a Selic nesta semana é a do Copom

Quem define a Selic é o Copom, do Banco Central, que se reúne em 3 e 4 de novembro. O mercado espera 13,50%. Mesmo sem virar medida, ideias como essa podem pesar no dólar e nas taxas da renda fixa, porque mexem com o que o investidor espera da inflação e dos juros no futuro. Para ver como o dólar reagiu ao resultado da eleição, leia o dia em que o dólar disparou; sobre as contas de 2027, leia a meta fiscal de 2027.

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Proposta de Lara Resende pelo texto dele, citado por Poder360 e Brazil Stock Guide (o original no Substack não foi lido). Reportagem da Folha citada por Notícias ao Minuto. Falas de Durigan: SBT News e Brasil 247. Manifesto: Agência Brasil. Copom e expectativa: Rankia. Lidos em 02/11/2026.

Fontes: Poder360 — "Leia o que disse Lara Resende sobre acabar com os juros" (trechos do texto de 25/09 no Substack) (02/11/2026 (lido em 02/11/2026)); Brazil Stock Guide — "A ousada proposta de um dos pais do Plano Real para derrubar a taxa de juros no Brasil" (lido em 02/11/2026); SBT News, Coluna do Iander — "Ministro da Fazenda nega discussão sobre tabelar taxa Selic" (02/11/2026 (lido em 02/11/2026)); Brasil 247 — "Durigan reage a Lara Resende e diz que governo Lula não vai tabelar taxa de juros" (02/11/2026 (lido em 02/11/2026)); Notícias ao Minuto Brasil — "Lula vai adotar plano de Lara Resende para reduzir a Selic? Entenda tudo" (reproduz reportagem da Folha de S.Paulo de 01/11) (02/11/2026 (lido em 02/11/2026)); Seu Dinheiro — "Por que o possível encontro de Lula com um dos pais do Plano Real deixou o mercado financeiro em alerta" (02/11/2026 (lido em 02/11/2026)); Agência Brasil — "Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais" (31/10/2026 (lido em 02/11/2026)); Rankia — "Próxima reunião do Copom é em 4 de novembro, com a Selic em 13,75%" (lido em 02/11/2026).

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