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Prévia da inflação cai de 0,70% para 0,32% em outubro, mas o acumulado de 12 meses sobe para 4,62%, acima do teto de 4,5%

É o último dado de inflação que o Banco Central terá antes do Copom de 3 e 4 de novembro: o IPCA cheio de outubro só sai no dia 12, depois da reunião

Leo Martins · · 4 min de leitura

Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Banca de feira com cestos de vime cheios de batatas em primeiro plano, um cesto de tomates maduros à direita, cebolas roxas à esquerda e vagens ao fundo
Foto: Timothy A. Gonsalves / Wikimedia Commons (recortada) · CC BY-SA 4.0 · origem

A prévia da inflação oficial subiu 0,32% em outubro, segundo o IBGE, que divulgou o IPCA-15 na sexta-feira (23). É menos da metade dos 0,70% de setembro. Parece boa notícia, e em parte é: os preços subiram mais devagar. Mas o acumulado em 12 meses foi na direção contrária.

Em 12 meses, o IPCA-15 chegou a 4,62%. Em setembro, estava em 4,47%. A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos — ou seja, o limite é 4,5%. A prévia segue acima dele.

O acumulado subiu porque outubro do ano passado teve inflação de só 0,18%

A conta de 12 meses troca o mês mais antigo pelo mais novo. Em outubro de 2025, o IPCA-15 tinha subido só 0,18%. Agora, esse mês sai da conta e entram os 0,32% de outubro de 2026. Como o número novo é maior que o que saiu, o acumulado sobe, mesmo com a alta do mês mais fraca que a de setembro.

Tomate, cebola e batata puxaram a alta; a conta de luz ficou mais barata

Alimentação e bebidas foi o grupo que mais subiu: 0,88%, o que respondeu por 0,19 ponto dos 0,32%. A comida comprada para comer em casa ficou 1,01% mais cara. O tomate subiu 24,54% e foi o preço que mais pesou na prévia. A cebola subiu 13,63%, a batata, 10,96%, e o arroz, 5,80%. Do outro lado, a cenoura caiu 10,67% e o café moído, 1,16%.

Habitação foi o único grupo a cair: −0,10%. A energia elétrica residencial ficou 0,89% mais barata porque a bandeira tarifária passou de amarela para verde, sem cobrança extra na conta. Em setembro, a luz tinha subido 7,42% na prévia, depois do fim do desconto do Bônus de Itaipu.

Nos transportes, que subiram só 0,05%, os combustíveis ficaram 1,2% mais caros — o diesel subiu 3,70%, o etanol, 2,73%, e a gasolina, 0,92%. O que segurou o grupo foi a passagem aérea, 9,24% mais barata, o item que mais puxou a prévia para baixo.

  • 0,32%prévia da inflação de outubro, contra 0,70% em setembro
  • 4,62%inflação em 12 meses pela prévia, acima do teto de 4,5%
  • 24,54%alta do tomate, o preço que mais pesou
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Antes do Copom de 3 e 4 de novembro, os analistas projetam corte da Selic de 13,75% para 13,50%

A Selic está em 13,75% ao ano. O Copom se reúne em 3 e 4 de novembro, e o IPCA cheio de outubro só sai em 12 de novembro, depois da reunião. Por isso a prévia, com preços coletados de 16 de setembro a 14 de outubro, é a leitura mais recente de inflação que o Banco Central terá em mãos.

Na pesquisa Focus divulgada na segunda-feira (19), feita antes da prévia, a mediana dos analistas para o IPCA cheio de outubro também era de 0,32%. Para 2026 inteiro, a projeção era de 5,22% — acima do teto. A mesma pesquisa apontava um corte da Selic para 13,50% em novembro e para 13,25% em dezembro. É uma projeção dos analistas, não uma decisão: quem decide é o Copom. O que estava em jogo antes deste dado está em onde estão os juros e o que o mercado espera do Copom de novembro. Os detalhes da inflação cheia de setembro estão em inflação de setembro é a maior para o mês desde 2021.

Para quem tem renda fixa, a Selic de 13,75% fica 9,13 pontos acima da inflação de 4,62%

Para quem tem dinheiro em renda fixa, a comparação simples é entre o juro e a inflação. Com a Selic a 13,75% e a prévia de 12 meses a 4,62%, a diferença é de 9,13 pontos. Se os cortes projetados pelos analistas vierem, essa diferença diminui; se a comida continuar pressionando os preços, ela também diminui pelo outro lado. Para quem pensa em ter parte do patrimônio em dólar, o juro em real, a inflação e o câmbio entram juntos na mesma conta.

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Fontes: IBGE — SIDRA, tabela 7062 (IPCA-15 por grupos — variação mensal, no ano e em 12 meses, setembro e outubro de 2026) (23/10/2026 (lido em 24/10/2026)); Agência Brasil — "Prévia da inflação oficial cai pela metade e fecha outubro em 0,32%" (23/10/2026 (lido em 24/10/2026)); Banco Central — Sistema de Expectativas de Mercado (medianas mensais do IPCA, referência 10/2026) (coleta de 16/10/2026 (lido em 24/10/2026)); Banco Central — Sistema de Expectativas de Mercado (medianas anuais do IPCA que formam o Boletim Focus) (coleta de 16/10/2026 (lido em 24/10/2026)); Banco Central — Sistema de Expectativas de Mercado (Selic por reunião do Copom) (coleta de 16/10/2026 (lido em 24/10/2026)); InfoMoney — calendário de reuniões do Copom em 2026 divulgado pelo BC (24/06/2025 (lido em 10/10/2026)); Banco Central do Brasil — SGS, série 432 (meta Selic) (lido em 24/10/2026).

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