Preço pedido pelas casas nos EUA cai pela primeira vez desde março; em Orlando, o preço de venda já está 3,4% menor
Segundo a Redfin, o preço mediano pedido nas quatro semanas até 11 de outubro ficou 0,3% abaixo do de um ano antes; com a hipoteca a 7,40%, a prestação típica chegou a US$ 2.777 por mês
Texto produzido com apoio de IA e revisado por Leo Martins.

Quem anuncia casa nos Estados Unidos está pedindo menos. Nas quatro semanas até 11 de outubro, o preço mediano pedido pelos vendedores foi de US$ 396.881, 0,3% abaixo do de um ano antes, segundo a Redfin. É a primeira queda desde março.
O preço pelo qual as casas de fato são vendidas ainda sobe, mas devagar: o preço mediano de venda ficou em US$ 391.116, alta de só 0,5% em um ano, a menor desde março.
Preço pedido não é preço de venda: o que caiu foi o valor do anúncio
O preço pedido é o que o vendedor coloca no anúncio. O preço de venda é o que o comprador paga no fechamento, depois da negociação. Os dois andam juntos, mas não são a mesma coisa. Quando o preço pedido cai, é sinal de que os vendedores estão começando a anunciar mais barato para conseguir vender.
Outro sinal vai na mesma direção: 22% dos vendedores com casa anunciada cortaram o preço pedido no período, contra 20,9% um ano antes. É a maior parcela desde o início da série da Redfin.
- −0,3%o preço mediano pedido nos EUA em um ano, segundo a Redfin
- +0,5%o preço mediano de venda em um ano
- 22%dos vendedores cortaram o preço pedido
Em Orlando, o preço de venda já está 3,4% menor que há um ano
Entre as 50 maiores regiões dos EUA, Orlando tem uma das maiores quedas no preço mediano de venda: 3,4% em um ano, segundo a Redfin. Na outra ponta da Flórida, West Palm Beach está entre as maiores altas do país, com 7,8%. Em Jacksonville, o número de casas novas colocadas à venda caiu 6,5%.
Os contratos de compra assinados caíram em um ano em todas as 50 regiões. No país, foram 12,7% a menos. Mais sobre essa queda está em os contratos de compra de casa no menor nível em mais de uma década.
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A hipoteca a 7,4% deixou a prestação típica em US$ 2.777 por mês
Se o preço parou de subir, o custo de comprar com financiamento não parou. A taxa média da hipoteca de 30 anos está em 7,40%, segundo a pesquisa semanal da Freddie Mac de 15 de outubro, a mesma da semana anterior. Um ano antes, era de 6,27%.
Com esses juros, a prestação mensal típica de quem compra uma casa nos EUA chegou a US$ 2.777, segundo a Redfin, 8,8% acima da de um ano antes. Só na semana anterior ela tinha sido maior.
Para quem compra de longe, a queda no anúncio é espaço para negociar, não aviso de que o preço vai despencar
Preço pedido em queda e mais cortes de preço dão a quem compra mais espaço para negociar desconto ou ajuda nos custos de fechamento. Mas a queda é pequena, o preço de venda no país ainda sobe e cada região anda num ritmo: Orlando cai, West Palm Beach sobe. Isso não diz para onde o preço vai nos próximos meses.
A comparação entre vendedores e compradores em cada região da Flórida está em já há bem mais vendedores do que compradores de casa nos EUA, e o recorde de cortes de preço de setembro, em a taxa de imóveis com corte de preço bate recorde para setembro.
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Fontes: Redfin — "Housing Market Update: Asking Prices Fall For the First Time Since March" (quatro semanas até 11/10/2026, com destaques das 50 maiores regiões) (15/10/2026 (lido em 16/10/2026)); Freddie Mac — Primary Mortgage Market Survey (PMMS), taxa média da hipoteca de 30 anos (15/10/2026 (lido em 16/10/2026)).

