
A pesquisa do Banco Central, fechada antes do segundo turno, via o dólar a R$ 5,15 e a Selic em 11,75% no fim de 2027; na segunda (26), a moeda fechou a R$ 5,40. O que o mercado diz que vai cobrar e o que muda para quem investe

O dólar comercial fechou a R$ 5,40 nesta segunda (26), alta de 8,21%, e o Ibovespa teve a maior queda desde março de 2020. Para quem paga em real, um imóvel de US$ 300 mil na Flórida ficou R$ 123 mil mais caro em um dia

A estatal chegou a valer R$ 820 bilhões em 16 de outubro, cerca de US$ 159 bilhões; somadas, as duas ações dela pesam mais no principal índice da bolsa brasileira que a Vale

O banco central americano subiu os juros em setembro e a inflação chegou a 3,7%, mas dirigentes do Fed sinalizaram que não haverá nova alta em outubro; o mercado espera a próxima para dezembro

Robert E. Hall e Michael Woodford mostraram que famílias e empresas decidem olhando para o futuro — e por isso o recado do banco central mexe com juros, dólar e bolsa antes de a taxa mudar

A Justiça do Rio considerou pagas as parcelas do plano que venciam em dois anos, e ainda cabe recurso; o credor que não receber o resto pode cobrar na Justiça, e o acionista viu a ação subir 18,09% numa empresa que ainda dá prejuízo

No mercado de opções, o seguro contra a alta do dólar ficou bem mais caro que o seguro contra a queda: a diferença entre os dois passou de 6%, depois de cair a 1,41% no começo de setembro. É sinal de medo de oscilação no câmbio, não de para onde a cotação vai

A gasolina subiu 9,1% no mês e respondeu por mais da metade da alta dos preços; sem comida e energia, a inflação ficou em 2,6%. Para quem financia casa na Flórida, a hipoteca de 30 anos está em 7,40%

Os dois bancos americanos põem o dólar entre R$ 4,50 e R$ 4,80 nos cenários otimistas, que dependem do que o próximo governo fizer com os gastos; nos pessimistas, a moeda chega a R$ 6

A moeda americana teve na segunda (5) a maior queda diária em mais de oito anos, fechou abaixo de R$ 5 na terça (6) e voltou a subir na quarta (7): em reais, a conta de um imóvel em dólar encolheu mais de R$ 100 mil e já começou a voltar

O EWZ, fundo que replica a bolsa brasileira negociado em Nova York, disparou 10,29% no overnight de domingo; analistas ligam o movimento à expectativa sobre o rumo econômico do próximo governo — mas um pregão externo, antes do 2º turno, é um guia fraco para decidir câmbio

Registro da reunião de 15 e 16 de setembro mostra dirigentes preocupados com a inflação e a maioria vendo outra alta de juros como provável; o financiamento de 30 anos está em 7,28%, segundo a Freddie Mac

Para o estrategista Michael Hartnett, do BofA, a aversão ao risco deve durar até o dólar no mundo atingir o pico; é a visão de curto prazo que convive com a tese de enfraquecimento da moeda — e por que nenhuma das duas muda o motivo de dolarizar

O relatório de empregos mais fraco que o esperado praticamente tirou de cena uma nova alta de juros do Fed em outubro — mas a taxa do financiamento de 30 anos subiu para 7,28%, porque ela segue outra régua

A PTAX de fechamento ficou em R$ 5,2238, praticamente no nível da véspera, mesmo com o emprego americano mais fraco enfraquecendo o dólar no mundo — a cautela com o cenário local segurou o real

Relatório do inspetor-geral não viu crime nem má conduta na reforma da sede do Fed; Powell, que deixou a presidência em maio, segue como diretor e vota os juros, com mandato até 2028

Estudo do Itaú atribui a maior parte da queda da moeda americana desde 2025 à desconfiança com os EUA; contra o real, o dólar caiu 16% no período, mas proteger patrimônio não é apostar no câmbio

Petróleo, dinheiro estrangeiro de volta e inflação americana mais fraca no último pregão explicam o mês; no ano, o índice acumula alta de 15,65%

Desde setembro, a B3 publica o Ibovespa convertido para a moeda americana. Entenda como ele é calculado, por que o resultado muda tanto em relação ao índice em reais e o que ele revela sobre o seu patrimônio

A taxa está em 13,75% ao ano depois do quinto corte seguido; o mercado projeta mais 0,25 ponto em novembro, mas o Banco Central repete que a cautela continua

A moeda oscilou entre R$ 5,08 e R$ 5,22 no mês e terminou quase onde começou; para quem planeja mandar dinheiro para fora, a diferença entre o melhor e o pior dia passou de R$ 13 mil a cada US$ 100 mil